domingo, 22 de maio de 2011

Nanismo e suicídio



Existe uma anedota popular, que nos faz rir porque esquecemos de lembrar que é de muito mal gosto, e que fala sobre o mistério dos velórios e enterros de anões.

Plínio Marcos escreveu uma peça sobre isso, não sei se combantendo ou reforçando essse preconceito ou hábito grosseiro de rir das desgraça dos outros.

No filme Na Mira Chefe (foto) o protagonista presencia uma filmagem sobre anões e depois comenta com a garota que trabalhava na produção que os anões são extremamente discriminados, sentem-se horrorosamente rejeitados e deprimidos. Por isso tudo cometem suicídios em uma proporporção muito maior do que as demais pessoas que se matam. Nós os vemos como uma caricatura humana e não somos educados o suficiente para combater esse olhar de desprezo ou de riso irônico e defensivo.

Seria esse o motivo do mistério?

Suicidas são amaldiçoados pela cultura religiosa dogmática e seus velórios certamente são vazios e quase ninguém se dispõe a ir aos seus enterros, talvez porque nem fiquem sabendo que a tragédia tenha acontecido. O costume comum é ocultar o suicídio de todas as formas possíveis e quando ele é explícito resta a alternativa de não ter público ou platéia para um evento que supera em tudo as tradicionais cerimônias fúnebres, mesmo que seja de celebridades.

Emmanuel explicou através de Chico Xavier que os anões devem ser alvo de atenção especial, de um amor mais corajoso da nossa parte porque realmente são muito vulneráveis à auto-destruição. Na verdade são reincidentes, pois as deformações físicas que trazem no corpo são reflexos das violentas mutilações que cometeram contra o próprio corpo se atirando de lugares altos ou se precipitando sobre veículos e máquinas que destroçaram seus organismos. Seus perispíritos também ficam deformados e demoram para se reajustarem, o que ocorre somente em encarnações expiatórias. Quando essas expiações são marcadas pela rebeldia e recaídas morais, ocorre o agravamento da situação. Daí o cuidado especial.

Devemos nos policiar contra todas as formas de discriminação que coloquem o nanismo em situação ridícula e indefesa. Um bom começo é deixar de achar graça ou tara naquilo que não tem o menor sentido de felicidade ou de bem estar. Podemos, sim, rir com eles e também podemos rir de nós, mas não deles.

2 comentários:

Dalmo disse...

Uma coninsidencia não muito comum encontro um "chará" escrevendo sobre espíritismo, e fiquei muito feliz pois estou com a ídeia de criar um Blog também.
Acredito que poderemos trocar informações ao longo dessa caminhada. Parabéns pelo Blog e pois esta realmente muito interessante, claro e objetivo.

Marcia disse...

Dalmo tudo bem?
De vez em quando passo por aqui, pois admiro muito o seu trabalho.
Este texto está simplesmente maravilhoso, é importante que tenhamos respeito e carinho, pelos mesmos, é a maneira de ajudá-los a vencer as suas dificuldades.
Um abraco e feliz fim de semana!