sábado, 21 de junho de 2014

Agência internacional promove o CVV no Festival Publicitário de Cannes


Adaptado do G1 18/06/2014 - em São Paulo

 
A Leo Burnett Tailor Made reorganizou cartas reais de suicidas em anúncio para o CVV

O Brasil conquistou nesta quarta-feira (18) dois Leões de ouro na categoria Press no festival de Cannes. As propagandas brasileiras de maior destaque na área foram a peças da Leo Burnett Tailor Made para o CVV (Centro de Valorização da Vida) e da AlmapBBDO para a Bayer. No anúncio criado para o CVV, a Leo Burnett reorganizou as palavras de cartas reais de suicidas, de forma com que os autores chegassem a conclusões diferentes. A ideia foi mostrar que a confusão mental e emocional pode ser modificada e que os suicídios podem ser evitados. Além do ouro, a campanha também faturou um bronze.
“A inovação criativa é a base do nosso negócio. E estamos sempre buscando surpreender os clientes com soluções e ideias que façam a diferença. Este resultado em Cannes reflete que o mercado também está reconhecendo nossa dedicação", comemorou Marcelo Reis, sócio e vice-presidente de criação da Leo Burnett.
O Festival Internacional de Criatividade é o maior e mais prestigiado prêmio de publicidade do mundo. O evento começou no último domingo (15) e ocorre até sábado (21).

Aliança reflete e sugere ação não dogmática na prevenção do Suicídio


O Trevo, boletim mensal da Aliança Espírita Evangélica e da Fraternidade dos Discípulos de Jesus, tem o suicídio como tema principal da sua edição de abril de 2014. A Aliança é uma entidade federativa  que difunde o espiritismo no seu aspecto religioso. Entretanto, ao abordar a questão do suicídio, adotou uma postura mais reflexiva evitando a condenação ostensiva do tema como forma de evitar suicídios. Foram publicados diversos artigos e um editorial, bem como uma síntese da Cartilha do CVV-Centro de Valorização da Vida - “Falando Abertamente sobre Suicídio”- , contendo sugestões práticas para que pessoas comuns saibam refletir e lidar com esse assunto. No editorial de o Trevo o Diretor Geral da Aliança, Eduardo Miashiro, lembra que a sua entidade é uma “co-irmã” do CVV, recordando suas origens e afinidades comuns.

Os fundadores da Aliança praticamente foram os mesmos fundadores do CVV, criado 12 anos antes com a missão de fazer prevenção do suicídio. Com o crescimento desse trabalho, o CVV desvinculou-se das práticas e abordagens espíritas exatamente porque temia que o assunto continuasse sendo tratado como um tabu religioso. Essa experiência universalista e mais humanitária adotada pelo CVV foi trazida ao Brasil pelo Samaritans, de Londres, que era de origem anglicana, mas que mudou sua postura em função da diversidade cultural dos atendidos e de muitos voluntários provenientes de vários credos e filosofias.  Na década de 1970, por iniciativa do reverendo anglicano Chad Varah, houve a fusão das siglas CVV e Samaritanos, para a aplicação e expansão de um programa de prevenção do suicídio no Brasil e na América do Sul. Na prática essa  era a fusão de uma entidade espírita e outra anglicana, trabalhando em conjunto. O segredo dessa parceria ousada e inédita: a identificação de ideais e o não uso de critérios doutrinários e práticas religiosas.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Revolução iniciática no movimento espírita e outros temas

Entrevista com Dalmo Duque dos Santos feita pelo documentarista Edelso Junior sobre a revolução iniciática no movimento espírita e seus efeitos sociais.









Os vídeos divididos em quatro partes estão publicados no Youtube e no blog CULTURA ESPÌRITA.

http://culturaespirita.wordpress.com/entrevistas/


PRIMEIRA PARTE
https://www.youtube.com/watch?v=QccYPlwHUa8


SEGUNDA PARTE
https://www.youtube.com/watch?v=Q8aY_6av_8M


TERCEIRA PARTE
https://www.youtube.com/watch?v=aNHrD3V2zWE

QUARTA PARTE
https://www.youtube.com/watch?v=pkKkd2P5QLI&feature=youtu.be



domingo, 15 de junho de 2014

A pureza do olhar sobre as coisas espíritas


Como estamos construindo e aplicando a ideia da identidade, da essência e das características das coisas espíritas e não espíritas?

Como fica o absoluto e o relativo nessa discussões?

Será que realmente sabemos o que somos?

O critério "absolutamente espírita" exclui todos os livros e práticas que não sejam de autoria de Allan Kardec, o único - em tese - autorizado a dizer o que é o que não é espírita.  Todos os demais, segundo esse critério, estão "contaminados" (expressão derivada em oposição à pureza) pela ótica pessoal dos seus autores sobre a doutrina criada por Kardec. 

"Pureza" doutrinária é uma expressão que deveria ser banida do nosso movimento, porque nenhuma pessoa, núcleo ou instituição pode se afirmar segura e doutrinariamente pura. Nem Kardec sustentou ou sustentaria essa tese absoluta de pureza, já que permitiu e discutiu, por exemplo, introdução da doutrina cristã (oriental, judaica e romanizada) no movimento espírita nascente. Pelo contrário, ele sempre promoveu o diálogo e o convívio com outras formas de pensamento.

Penso que o termo pureza é sectário, inadequado e exclusivista, para não dizer arrogante.

Deveríamos encontrar e aprender outras formas de dizer o que somos e quem somos, sem demonstrar insegurança, preconceito e presunção.

O Espiritismo já é puro por si mesmo. Impuros são os espíritas com suas manias, neuroses, complexos e incertezas.

domingo, 8 de junho de 2014

Orar e fechar os olhos.

O Brasil não precisa de orações. O Brasil precisa de seriedade e compromisso. De que adianta fechar os olhos e orar e no outro dia continuarmos com os olhos fechados para o senso de justiça e solidariedade para com os mais fracos e desajustados?

De que adianta vibrar pelo Brasil quando vibramos contra as boas ideias e realizações somente porquê elas foram feitas pelo partido ou pelo político que não é do nosso gosto pessoal?

Para quê orar pela ordem e harmonia se pessoalmente compactuamos com campanhas pessimistas e que somente causam males para a sociedade?

O Brasil não precisa de orações nem mensagens do Além. Precisamos é ler e praticar os livros que vieram do Além há muitos anos e que, no entanto, não levamos a sério em nosso dia a dia. Não precisamos de orações nem de mensagens e sim de coragem, de iniciativa, de honestidade de consciência sobre as coisas que fazemos dentro e fora do movimento espírita. Nosso destino e nossa história é feita pelas nossas escolhas e não pelas mudanças de opiniões, desejos mágicos e intervenções de seres que estão hierarquicamente acima do nosso grau de evolução.

Deixemos de lado as nossas superstições e impressões infantis sobre o mundo e atentemos mais para as nossas responsabilidades do livre-arbítrio.

Não vamos abandonar o nosso hábito de orar, porém não vamos banalizar a lei de adoração para justificar as nossas irresponsabilidades.

domingo, 1 de junho de 2014

O sistema, ora o sistema...


Os sistemas – inspirados nas concepções e crenças que temos sobre a Natureza e o Universo – são criados para explicar e provar as coisas que não entendemos. Quando ocorre a explicação e a prova, não é mais necessário, nem conveniente, que os mesmos sejam invertidos na sua função de meios para que sejam mantidos com fim; mesmo porque nenhum paradigma é definitivo e nenhuma verdade é absoluta.

As visões de mundo se sucedem desde quando vivíamos em cavernas e foram caindo, uma após outra, diante das nossas crises íntimas e das descobertas de novos fenômenos. Da antiga concepção de mundo plano, único e redondo, passamos ao plural; e agora, diante do novo complexo, tivemos que abrir mão de crenças e valores, sob o risco de pararmos no tempo e no espaço da ignorância e do obscurantismo.  

O Espiritismo, como sistema, já foi explicado e provado. Insistir na sua prática como como tal e principalmente como finalidade é dogmatizá-lo num processo de asfixia, dando abertura perigosa ao fanatismo, disputas de poder e abusos institucionais.

A única forma de permanência e unidade do Espiritismo não está, definitivamente, nos livros, estatutos nem nas organizações e métodos sistematizados, mas sobretudo na consciência dos espíritas.

PS.
Isso é uma mensagem mediúnica ou uma dissertação do próprio autor?

Penso que fui eu, mas sei que pode não ter sido eu, nem confio que tenha sido eu. O que importa, seja quem for, é que pensa como eu.

A reencarnação de Emmanuel


A reencarnação de Emmanuel no interior de São Paulo deveria ser motivo de alegria e não especulação e dúvidas, pois, segundo ele mesmo gostava de enfatizar, essa identidade permaneceria oculta por força da natureza e do bem do próprio Espírito e da sociedade onde ele vai atuar. Confiemos.

IDENTIDADE
Um dos princípios da lei da reencarnação é o direito de ocultação da identidade e consequentemente a inviolabilidade dessa espécie de segredo da Natureza, como forma de preservar a transformação ou ressurreição do Espírito que passa pela nova experiência de existir e resgatar seu verdadeiro ser. Esse é o motivo pelo qual devemos sempre desconfiar de revelações sobre reencarnação das pessoas, sobretudo de personalidades famosas. Muitas vezes tudo não passa de equívocos tolos e pura especulação. Moral da história: existe, é real, mas não é brincadeira de adivinhação.

O pastor e a Xuxa


Todo aquele que julga e acusa pelo moralismo (exagero da moral) não é de confiança nem merece credibilidade. Eu acho que ele (o pastor) errou ao cometer uma grave acusação anticristã. Julgar, acusar e condenar uma pessoa pelo seu passado vai contra todas as leis de Deus, pois nega o perdão e a possibilidade de regeneração. Esse julgamento contra a Xuxa não passa de inveja e fanatismo de pessoas que usam a Bíblia para pregar o ódio e o preconceito. Não são pessoas dignas de pregar o Evangelho, que é demonstração de amor e superioridade moral. Todo moralista é suspeito, por ter o coração impuro e enganador; ataca para esconder suas taras e fraquezas. A Xuxa é uma artista, sempre foi. Seu sucesso é fruto do seu mérito pessoal e não como pensam os invejosos que a tudo atribuem aos mitos as coisas que não aceitam e não sabem explicar. Parece que o pastor reconsiderou o julgamento.

Intolerância


Os cultos afro-indígenas sempre foram discriminados e perseguidos por causa da espontaneidade, informalidade e da simplicidade das suas manifestações. O primeiro código penal da república colocou todos eles, por encomenda de alguns membros da Igreja Católica, num mesmo pacote denominado "práticas de baixo espiritismo". Como houve reação dos intelectuais e grupos organizados espíritas, a expressão foi corrigida. Mas a perseguição continuou, forçando os terreiros e tendas a usar o nome "espírita" para legitimar socialmente suas práticas. Até hoje fazem isso, o que não incomoda os espíritas autênticos ou históricos (kardecistas), que sabem a intenção e até respeitam isso. Agora, é necessário saber o que está por trás desses ataques atuais, sobretudo os que partem das novas igrejas que disputam adeptos populares com os tradicionais núcleos de religião popular. Vamos ver.