sábado, 10 de dezembro de 2016

Batista Cepelos confessa o suicídio no Parnaso Além-Túmulo



O poeta que foi o pivô de uma famosa tragédia paulistana e que inspirou, juntamente com Francisca Júlia, criação do CVV. Essa história está resumida nos livros "Como Vai Você" e "Estação Amizade". No "Parnaso Alem-Túmulo" (1935), Cepelos confessa o suicídio. Exemplar de Ivan Almeida.



GOMIDE, 57 ANOS. CEPELOS, 43 ANOS. SOPHIA, 22 ANOS.

"Mortos quase na mesma época, Francisco de Assis Peixoto Gomide (1849-1906), Sophia Nunes Gomide (1884-1906) e João Batista Cepelos (1872-1915) são três almas ligadas entre si pelo destino e pela mesma tragédia. Peixoto Gomide era um político de alto prestígio – tinha sido presidente do Estado (antigo cargo de governador) e, na época, presidente do senado estadual; e Batista era seu filho, que tivera com uma escrava da família no tempo da juventude".

FRANCISCA JÚLIA, 49 ANOS

"Outra relação próxima e remota com o CVV foi o caso de Francisca Júlia , que morreu de tristeza profunda no dia após do velório do seu marido, também em São Paulo. Francisca Júlia da Silva (1871-1920), era poetisa parnasiana. Ela e Cepelos, que também era parnasiano, nasceram quase na mesma época sendo, portanto, da mesma geração. Nasceram com diferença de dois anos e morreram com intervalo cinco. Provavelmente se conheciam e frequentavam os mesmos eventos sociais do gosto dos literatos. Mesmo não tendo contatos pessoais, os dois eram figuras conhecidas do meio artístico paulista e carioca".

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