segunda-feira, 5 de abril de 2021

ERROS E ACERTOS DA FEB



Com relação às intervenções editoriais da FEB nos livros de Kardec e Chico Xavier.

A FEB não deveria ter departamento gráfico-editorial, e sim de orientação doutrinária editorial.

Entretanto, numa época em que o Espiritismo sofria no Brasil ataques violentos, que poderiam ter abortado o movimento  e destruído seus núcleos, a FEB resolveu, inspiradamente, fazer esse papel institucional, produzindo, comercializando e fomentando a distribuição das obras consideradas essenciais para a sociedade.

Houve erros?

Sim, em se tratando de gestão humana, nem sempre preparada para tal responsabilidade.

Mas as obras estão aí, circulando aos milhões. Hoje, dezenas de editoras espíritas existem porque a FEB defendeu e garantiu juricamente esse espaço e liberdade de expressão.

Não podemos esquecer isso.

Atacar a FEB não é a melhor forma de corrigi-la. Não podemos julgar seu passado com olhos críticos do presente sem compreender os contextos desses erros.

A FEB já deveria ter se retirado da produção editorial, pois sua missão nesse setor já foi cumprida com a excelência e as limitações que eram possíveis naquela época. Havendo necessidade, é claro que se justificam novas intervenções nesse sentido.

O mesmo critério se aplica à comunicação: jornais, rádios, TVs , redes virtuais, etc. E também ao apoio às casas espíritas.

Houve época em que a FEB teve que funcionar como centro espírita, para garantir a nossa liberdade de atuar em todos os lugares. Hoje não precisa mais.

Os órgãos federativos são cooperativas de fomento e orientação e não instituições isoladas de indústria, comércio, muito menos de núcleos de atendimento ao público.

Hoje existe uma forte tendência midiática de afirmação de personalidades, lideranças e segmentos no movimento espírita. Natural. Obviamente, a FEB, como outras entidades federativas, incomoda e também atrai muito a atenção dessas forças, pela sua história e potencial de realização de projetos.

A FEB  também tem o seu perfil e suas tradições que devem ser naturalmente questionadas e também respeitadas.

Os erros e acertos continuam.

O importante é que, na balança das realizações dessa trajetória, os acertos ainda pesam muito mais.