Três grupos historicamente perturbam e colocam em risco a harmonia do movimento espírita:
Os intelectualistas sectários; os dogmáticos e supersticiosos; e os parasitas doutrinários.
Os primeiros querem impor o espiritismo à sociedade por meios legais e políticos, contrariando a ordem natural das coisas. Geralmente são personalidades intelectualmente bem preparadas , porém espiritualmente e vivencialmente ainda imaturas, que querem que o Espiritismo se adapte aos seus limites e caprichos pessoais.
O segundo grupo são os ignorantes doutrinários, que sempre confundem as ideias espíritas com suas antigas práticas e ritos religiosos, de rotina preguiçosa, repetitiva e egoísta, praticando toda sorte de sincretismos e confusões de princípios e ainda se posicionando como vítimas do preconceito religioso. Não somos uma religião organizada e sacerdotal e de ritos e adoração de divindades. Somos uma filosofia moral e social, de práticas sociais atuantes, de natureza religiosa ou de adoração natural para os que assim preferem ou de livre pensar para os que assim se inclinam.
E finalmente os que usam as instituições e o movimento espírita para fins particulares, comerciais e político-partidários, se infiltrando e conduzindo os eventos e programas de forma personalista e conveniente aos seus interesses pessoais.
Diante dessa realidade, temos o dever de nos precavermos contra essas perturbações com rigor e transparência, sem, no entanto, usar de meios excludentes e radicais, lembrando que o conhecimento e o bom exemplo são a base das verdadeiras transformações.
O Espiritismo, quando bem praticado pelo pensamento claro, pela ação correta e pelo bom sentimento, sempre dialoga fraternalmente com todas as concepções de mundo porque esta é a sua natureza universal. E realiza coisas maravilhosas, feitas por nós e sempre inspiradas pelos bons Espíritos. Nossas imperfeições não alteram a superioridade moral da doutrina, mas podem alterar positivamente a nós mesmos quando seguimos e nos esforçamos para atingi-la em sua plenitude.
FIQUEMOS SEMPRE ATENTOS.
PS. Os cursos doutrinários básicos e as escolas doutrinárias mais amplas, de estudos e práticas sistematizadas, continuam sendo as melhores ferramentas de esclarecimento e formação de ativistas seguros e eficientes.

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