domingo, 25 de janeiro de 2015

Ciladas do destino

O canal Telecine Cult exibiu hoje o filme francês “O Filho do Outro”, sobre bebês trocados, e que mostra a farsa e a insanidade do conflito entre árabes e judeus. Adolescente filho de um coronel prestes a se alistar no exército de Israel descobre que é filho de um casal palestino e que o filho judeu de verdade vive com os pais numa área isolada da Palestina. A trama é um efeito contemporâneo da história de Abraão e da escrava Hagar, cujo filho Ismael gerou a tribo semita dos árabes. Interessante que os dois irmãos palestinos (um deles judeu sem saber) são fãs do nosso futebol e usam camisas da seleção brasileira para jogar bola nas ruas. Para quem não se lembra, o Brasil foi o autor do voto de desempate para a criação do Estado de Israel em 1948 na ONU (Oswaldo Aranha, descendente de cristãos novos). O escritor Humberto de Campos (Espírito), por meio de Chico Xavier (Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho), afirma num relato histórico-poético que Ismael é a entidade espiritual máxima e protetora do Brasil, nação forjada na mistura de raças e criada pelo Alto para receber culturas do mundo inteiro, sobretudo as que perderam o chão e a esperança.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

YVONE PEREIRA - CAMILO CASTELO BRANCO E O DR. CARLOS IMBASSAY



Comentando uma postagem sobre os 30 anos do desencarne da médium Yvone do Amaral Pereira, publicada numa página do Facebook,o amigo Carlos Imbassahy (filho do Dr. Carlos, saudoso escritor e ativista espírita), fez o seguinte comentário sobre Yvone: “Ela foi muito ingrata com meu pai, bajulando a FEB”. Curioso com o conteúdo do comentário, não resistimos em provocar um diálogo com o amigo para esclarecer os motivos daquela reação. Carlos respondeu prontamente os questionamentos revelando informações desconhecidas pela grande maioria dos espíritas sobre a médium e sua obra Memórias de um Suicida.

Observador Espírita
Ela sempre me pareceu uma pessoa cautelosa no trato com a doutrina, reprimindo inclusive suas potencialidades para não entrar em confronto com as entidades federativas e com outros médiuns de destaque. Como sou muito ligado ao CVV, trabalho inspirado em sua obra, tenho forte admiração pela mesma. O que aconteceu, Carlos?

Carlos Imbassahy
Ela recebera uma carta do Camilo Castelo Branco recomendando que procurasse meu pai, para o qual era o que maior conhecimento sobre sua (Camilo) literatura possuía. Ela foi lá em casa. Meu pai deu a maior atenção a ela, fez toda revisão de sua obra e a encaminhou para que o J.B.Lino publicasse sua obra psicográfica do Camilo. Não sei como, depois que meu pai fez tudo por ela, encaminharam-na para a FEB e lá, aproveitaram todo trabalho de meu pai e omitiram seu trabalho sob a égide dela, médium, ingrata, como condição para que a FEB publicasse sua obra. Entenderam?  Omitiram o nome de meu pai mas aproveitaram tudo o que ele houvera feito, segundo o próprio Camilo, na carta, maior conhecedor da sua literatura. Meu pai tinha (hoje comigo) todos os cento o muito livros de Camilo, publicados em três coleções distintas.

Observador Espírita
Sim.  O J. B. Lino era o editor?

Carlos Imbassahy
Sim, era o dono da LAKE. E tinha o Pedro Granja como responsável pelas impressões, na Revista dos Tribunais.

Observador Espírita
Lembrei. Quem dirigia  da FEB na época?

Carlos Imbassahy
A FEB era presidida pelo Wantuil de Freitas, absoluto.

Observador Espírita
 Eles devem ter dado fim na carta.

Carlos Imbassahy
Claro.

Observador Espírita
Mais um segredo de Fátima. Me refiro às cartas de Kardec sobre Roustaing.

Carlos Imbassahy
Esta carta estava nos arquivos do Dr. Canuto Abreu. Foi ele que nos mostrou.

Observador Espírita
Omitir e se apropriar da autoria de um trabalho é uma falta grave. Os médiuns escritores são emocionalmente frágeis diante desses ataques autoritários, cheios de insinuações e promessas. Isso merece ser registrado na história do movimento espírita.

PS.
O Dr. Carlos Imbassahy (foto), apesar de ser amigo de muitos diretores da FEB, em determinada época teve que se afastar da direção da revista Reformador, função que ocupou por muitos anos, por discordar da orientação roustanguista determinante entre o diretores e também inscrita nos estatutos da entidade. Wantuil de Freitas provavelmente tratou o assunto como um jogo de concorrência entre editoras, para ter exclusividade sobre as obras de Yvone Pereira, procurando não deixar nenhum rastro de identificação da revisão feita por Imbassahy. Ou então pode não ter sido informado pela autora da carta de Camilo e mesmo dessa revisão.

Para saber mais sobre o Dr. Carlos Imbassahy, leiam a biografia escrita por Carmem Imbassahy. Net Espírita.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Projeto importante nas bancas

A Revista História Viva (Duetto Editorial, n°53, janeiro de 2015) contemplou o Espiritismo como destaque especial da sua coleção Grandes Temas. O editor Vinícius Palermo nos procurou e gentilmente solicitou a nossa participação no projeto, a qual, por impedimento pessoal, só pudemos atender com algumas opiniões sobre alguns aspectos desse tema tão amplo e abrangente (ver o artigo do professor Adolfo de Mendonça Júnior, página 36). A revista traz artigos de pesquisadores em diversas tendências nas quais a doutrina espírita se manifesta, bem como dos diálogos que naturalmente faz com as demais áreas do conhecimento. A neutralidade científica do artigos e das declarações pode até não ser do gosto ideológico dos adeptos das doutrinas citadas nos textos, porém revela o compromisso e a tentativa de isenção, sempre necessário para dar credibilidade aos temas abordados. Sem dúvida é um material que não contempla todos os aspectos (faltou, por exemplo, a influência da educação), tem pequenas falhas de análise, pelo fato dos pesquisadores ainda desconhecerem as particularidades do movimento espírita, mas nada grave e que comprometa o conjunto do projeto. Existem muitos pesquisadores espíritas e não espíritas, bem como da umbanda e do candomblé, que certamente poderiam ter enriquecido ainda mais a publicação, caso houvesse tempo e espaço editorial para tanto. Enfim, é uma ótima iniciativa e certamente não será a última pois o Espiritismo ainda tem muito o que dizer e explicar sobre suas bases, repercussões e influência na sociedade brasileira e no mundo atual. Parabéns ao editor e sua equipe!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

domingo, 4 de janeiro de 2015

BOMBA RELÓGIO da Saúde Mental:


O Ministro Arthur Chioro diz que ainda falta fechar 178 hospitais psiquiátricos, que segundo ele são "maquinas de romper vínculos familiares e sociais e também de cronificação de doenças". Para o ministro os pacientes em crise devem usar os Caps e serem internados em hospitais no máximo por 72 horas. E depois voltam ao Caps para acompanhamento. Tudo apoiado pelas famílias. É o que diz uma lei federal sobre o assunto. Mas, e quem não tem família? São milhares de pacientes acolhidos por instituições de beneficência (que não são manicômios públicos) e dezenas de milhares abandonados nas ruas e rodovias. Outro estopim aceso: os hospitais estão falidos e com seus bens alienados em dívidas bancárias sucessivas para cobrir as folhas de pagamento. O Ministério da Saúde se nega a dar verbas para quem mantém esse modelo hospitalar.  Como fechar fechar um hospital?  Para onde vão os pacientes?  Quem vai pagar as contas?  E como elas serão pagas?


Foto: o célebre artista Bispo do Rosário e sua ficha de indigente num antigo manicômio público.