quinta-feira, 18 de agosto de 2016

terça-feira, 9 de agosto de 2016

sexta-feira, 15 de julho de 2016

VIVER É PERIGOSO




Em breve, a minha primeira ficção, sobre o suicídio e as questões existenciais que mais afetam de jovens na atualidade.


ESTAÇÃO AMIZADE foi escrito entre 14 e 21 de maio de 2016  e relata os conflitos existenciais de jovens, todos relacionados direta ou indiretamente ao suicídio. O narrador é um desses jovens e também está em busca de uma solução para os seus problemas íntimos.

É a história de Hugo, Carla, Samantha, Verônica, Tarso, Gabriel, Larissa, Ariane e Gabriela. Nove jovens lutando para salvar suas própria vidas. Ela é contada por um décimo personagem, que relata as experiências dos amigos e também a sua luta pela sobrevivência existencial.

ESTAÇÃO - Estado de espírito que nos impulsiona no tempo cronológico (Kronos), no sentido Sul-Norte, estimulando pensamentos, sentimentos e ações. Esse percurso, ao prestarmos atenção na bússola e não somente no relógio, pode nos conduzir ao tempo psicológico (Kairós) e muito provavelmente a uma condição chamada Plenitude, que é sempre o início de uma nova trajetória. Caso contrário, podemos estacionar e recomeçar de onde paramos.

Para cada pessoa uma trajetória. Para cada trajetória uma estação diferente.

Qual é a sua Estação?

Qual o rumo da sua viagem?


PS. O livro tem como objetivo estimular a formação de comitês de jovens para prevenção do suicídio. e tem o apoio do CVV-Centro de Valorização da Vida.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Pesquisa tem novidade sobre precursores do Espíritismo


Quem é o pesquisador Paulo?

Sou Paulo Henrique de Figueiredo, 49 anos. Por formação, atuo como administrador de empresas, mas desde jovem tenho sido pesquisador, divulgador e palestrante do Espiritismo, em conferências e seminários por todo o Brasil.

Nasceu em berço espírita ou veio depois?

Venho de uma família espírita atuante na divulgação do espiritismo desde meus avós. Desde a infância estive perto de médiuns, palestrantes e estudiosos espíritas, como Chico Xavier, Martha Galego, Herculano Pires, Jorge Rizzini, entre outros.

Você  já tinha um trabalho histórico nessa área.

As obras de Kardec estavam presentes no cotidiano. Posteriormente, por mais de cinco anos mantivemos nas bancas uma revista espírita, a Universo Espírita. Também iniciamos um programa de rádio com o mesmo nome, que já tem mais de quinze anos, sendo veiculado em diversas rádios. Minha pesquisa sobre o espiritismo rendeu a publicação da obra “Mesmer, a ciência negada e os textos escondidos”, que já recebeu três edições e será relançada ainda este ano. Mas esse livro era parte de uma pesquisa ainda mais ampla, pesquisei o magnetismo animal, em verdade, para compreender o espiritismo! O resultado de mais de duas décadas de estudos em fontes primárias resultou em “Revolução Espírita – a teoria esquecida de Allan Kardec”, lançada agora neste mês de junho de 2016.

Como se interessou pelo tema?

Desde pequeno, as obras de Kardec estavam espalhadas pela casa de meus pais. Mas foi a coleção da Revista Espírita que me chamou muito a atenção. Nessas revistas publicadas por Allan Kardec mês a mês, desde 1858, pude conhecer o dia a dia de seus trabalhos de comunicação com os espíritos e os debates na Sociedade Parisiense. Nas obras básicas, os textos são conclusivos e literários. Na revista, vemos o professor Rivail em plena atividade de pesquisa, debatendo temas, interpretando e comparando mensagens, respondendo a polêmicas, propondo questões instigantes e esclarecedoras aos espíritos, relatando suas viagens, encontros, dando instruções às centenas de grupos de estudos com os quais se correspondia. Fiquei maravilhado com aquela viagem no tempo.

E o magnetismo?

Certo dia, me deparei com a seguinte afirmação de Kardec: “O Magnetismo preparou os caminhos do Espiritismo, e os rápidos progressos dessa última doutrina são, incontestavelmente, devidos à vulgarização das ideias da primeira”. Em seguida considerou que Magnetismo Animal e Espiritismo eram ciências irmãs, até mesmo gêmeas! Por fim, sentenciou: “sua conexão é tal que é, por assim dizer, impossível falar de um sem falar do outro. Se devêssemos ficar fora da ciência magnética, nosso quadro estaria incompleto”. Fiquei muito intrigado com aquelas palavras. Pois questionei as mais diversas pessoas do meio espírita e ninguém sabia explicar do que tratava a ciência do magnetismo animal! E então pensei: Mas se Kardec afirmou que não é possível compreender o Espiritismo sem sua ciência irmã, hoje ele deve estar incompleto. Parti então em busca dos significados da ciência criada por Franz Anton Mesmer, o médico alemão que criou a proposta de renovação da medicina por meio de sua descoberta, o tratamento pelos passes e imposição de mãos.

Outros pesquisadores também foram parte da base precursora do Espiritismo?

Junto com o professor e escritor da Faculdade Paulista de Medicina, Dr. Álvaro Glerean, procedemos à tradução e estudo das obras de Mesmer, e de mais de uma dezena de autores clássicos que o sucederam, como Puységur, Deleuze, Du Potet, Ricard, entre tantos. Foram mais de vinte obras. Nos debruçamos também nos jornais e revistas dos magnetizadores, e também os autores que contestavam essa nova ciência. Todo esse trabalho foi dedicado a recuperar a ciência irmã do espiritismo, para compreender quais conceitos e valores complementavam o entendimento da doutrina espírita, como explicou Kardec.

Qual é foco da pesquisa contida no livro que lançou agora?

Achamos tão rico e valoroso o legado de Mesmer, que, ainda em meio à pesquisa, publicamos o livro “Mesmer”, para colocar a público aquelas interessantes informações. Mas continuamos nosso trabalho. Avançando no tempo, buscamos compreender o meio dos magnetizadores quando do surgimento dos fenômenos espíritas, a repercussão dessa novidade, os grupos de magnetizadores que passaram a dialogar com os espíritos, os debates e questionamentos dede 1849 em Paris, mais de cinco anos antes do professor Rivail ouvir falar das mesas girantes! Depois continuamos essa volta no tempo, buscamos conhecer a família de Rivail, sua infância na cidade natal, Bourg-em-Bresse, os primeiros passos em Paris, e todo o período de elaboração da doutrina espírita. O resultado dessa ampla e minuciosa abordagem resultou no livro “Revolução Espírita”.

Por que revolução?

Essa detalhada pesquisa revelou que quando o “Livro dos espíritos” chegou às livrarias, havia um público bastante preparado para compreender o que de novo estava sendo dito pelos espíritos nessa obra. O magnetismo animal estava presente na cultura e nos hábitos sociais, haviam consultas e diagnósticos com sonâmbulos, praticamente todos os homeopatas aplicavam tratamentos por passes, haviam consultórios e até hospitais mesméricos. Uma ampla literatura tratava da ciência do Magnetismo Animal. Também a Universidade, nas áreas de humanas, notadamente na filosofia e psicologia, como relato amplamente no livro, adotavam uma orientação espiritualista, era o que se conhecia como espiritualismo racional. Quem havia estudado essa matéria no colégio ou faculdade, tinha todo um questionamento, um cabedal de dúvidas, pronto para receber a teoria dos espíritos como resposta lúcida, inovadora e revolucionária! Kardec percebeu a grandiosidade desse movimento, e afirmou: “Uma revolução nas ideias certamente produz outra na ordem das coisas. É essa revolução que o Espiritismo prepara”. E foi exatamente essa revolução nas ideias que encontramos em nossa pesquisa e apresentamos de forma acessível em nosso mais recente livro. E ouso dizer, são conceitos que podem ser recebidos como uma grata novidade pelo movimento espírita atual. Poderia dizer que: aquele que busca novidades em Kardec vai certamente vai encontra-las, na teoria esquecida desse renomado professor!

Por que Kardec continua desconhecido ou ignorado pela historiografia?

A pesquisa biográfica sobre Allan Kardec foi produzida por pesquisadores minuciosos, como Zeus Wantuil, no século 20. Nesse tempo, o acesso a documentos originais e outras fontes primárias era muito difícil e precário. O interesse atual pela história e o acesso à informação pela internet é um marco na evolução da cultura humana. A Europa investe muito nesse campo. Hoje temos acesso a jornais, revistas, livros e documentos, de cada cidade, em cada uma das fases históricas. Descobrimos que importantes brechas e até informações equivocadas estão estabelecidas no senso comum da biografia de Kardec e até mesmo na interpretação da doutrina espírita. Enfrentar a recuperação desses valores, sem ideias preconcebidas, sem a intenção de encontrar o que se imagina ser o certo. Ter a mente aberta para compreender o que ocorreu, independente de opiniões pessoais. Olhar para o passado sabendo que havia uma cultura naquela época muito diferente da atual, e que o olhar de hoje é diferente de quem viveu nesse passado. Esses são alguns dos cuidados necessários para produzir uma nova historiografia espírita. Pensamos em tornar a obra “Revolução Espírita”, uma contribuição nesse sentido. Um tijolo nessa construção.

O Espiritismo continua um novo paradigma ou está desatualizado?

Os espíritos que se propuseram a transmitir a Kardec e demais pesquisadores que compunham as sociedades de estudos espíritas uma doutrina revolucionária e transformadoras compreendem as leis naturais que regem o mundo espiritual com profundidade e clareza. Uma amplidão longe de nossa capacidade de entendimento. Por isso, eles agiram e agem de forma pedagógica adequada, deixando que estejamos conscientes das dúvidas para apresentar o caminho dos ensinamentos. É preciso partir do conhecido para o desconhecido. Esse trabalho de construção dos conceitos espíritas é contínuo e progressivo. Não houve continuidade desse diálogo amplo e diversificado, por meio de médiuns independentes e em grande número, por grupos esclarecidos, como ocorreu em torno de Rivail de 1857 a 1869. Houve uma ruptura. A doutrina espirita está presente nas obras de Kardec, incluindo com grande importância as Revistas Espíritas, e precisa ser resgatada com os recursos imprescindíveis da História e Filosofia das Ciências. Muitas das respostas para a crise moral e intelectual que atualmente a humanidade passa estão presentes na Doutrina Espírita. No entanto, esses valores fundamentais estão atualmente fora dos debates, das palestras, dos cursos, enfim, do repertório de temas do movimento espírita. O espiritismo é uma doutrina revolucionária, de vanguarda, atual, surpreendente; mas quem não conhece seus conceitos fundamentais originais, é quem está desatualizado. E, como afirmou Herculano Pires, o Espiritismo ainda hoje é o “grande desconhecido”.

O que os espíritas e não espíritas podem esperar da sua obra?


Não caberia aqui reproduzir as descobertas, os dados inéditos, os questionamentos propostos amplamente apresentados na obra “Revolução Espírita”, a isso remetemos à sua leitura. O que dizemos é que esse livro é o que eu gostaria de ter em mãos, quando fui instigado pelas afirmações de Allan Kardec. Foram duas décadas de mergulho no passado, lendo milhares de obras, revistas, jornais e documentos. Procuramos oferecer como fio condutor da obra uma biografia romanceada do professor Rivail baseada exclusivamente em fontes primárias. O pano de fundo dessa narrativa é a história da França. Mas as descobertas e ideias de Allan Kardec vão sendo esmiuçadas, debatidas e apresentadas no contexto de seu tempo, para que o leitor nos acompanhe nessa viagem no tempo. A pergunta é a seguinte: O que teria entusiasmado um intelectual francês a reconhecer na teoria espírita o potencial de transformar o mundo? Esperamos ajudar com “Revolução Espírita” o leitor a encontrar essa resposta, seja ou não espírita.






segunda-feira, 6 de junho de 2016

Sirius

O SISTEMA SÍRIUS, segundo narrativas de antiga tradição esotérica, é a estrela e sistema de planetas da qual evoluíram e partiram os grandes gênios construtores  e governadores do nosso sistema solar, dentre eles Aquele que, entre os Setenta Avatares, se tornaria o Governador e Salvador do planeta Terra, mais conhecido como o Cristo (desencarnado) ou Jesus de Nazaré (encarnado). Segundo essa mesma tradição, Vênus e Júpiter são humanidades mais avançadas do que a que existe na Terra cujos Espíritos mais evoluídos fazem constantes intervenções em nosso planeta por meio da reencarnação de entidades superiores e inspiração das nossas melhores inteligências.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Época de céu enfeitado

Vai chegar um tempo em que o nosso mundo vai estar livre das maldades e exageros humanos.

Vai ser uma época em que, pela tecnologia ou pelo poder da mente, poderemos enfeitar coletivamente o Céu com os nossos pensamentos e sentimentos, para marcar ocasiões especiais.

Pelo menos foi o que vi num sonho hoje de madrugada. É que ontem (31 de maio) na tradição cristã, foi o dia de Maria visitar Isabel.(Lucas 1:39-80). O Céu estava cheio de estrelas que não eram estrelas e sim pensamentos, com muitas formas e intenções, a maioria imitando enfeites de devoção à Maria, incluindo terços e manjedouras. Estava eu, Dona Jacy - minha Mãe que hoje fez 79 anos- e uma outra pessoa que não lembro bem quem é. Todos olhando para o Céu e apenas eu apontando os enfeites, feito uma criança deslumbrada com tanto brilho e encanto.
Acordei sem nenhuma vontade de acordar.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Literatura


Um pequena ficção sobre prevenção do suicídio. 

domingo, 29 de maio de 2016

No tempo em que...


POR OCEANO VIEIRA DE MELO.

NO TEMPO EM QUE ESPÍRITAS E ESPIRITUALISTAS NÃO ENTRAVAM EM SEUS CENTROS RELIGIOSOS DE BERMUDA E DE CHINELO, ESTES SENHORES, POSAM PARA TIRAR ESTA FOTO COM O FILÓSOFO E MÉDIUM CATÓLICO ITALIANO PROF. PIETRO UBALDI.

Identifiquei EM PÉ da esquerda para a direita:José Pereira Gonçalves (4) fundador da Casa Transitória de São Paulo, João Batista Lino (5) fundador da Editora Allan Kardec (LAKE) Américo Pessanha (7) Editor dos fascículos especiais (Os Filósofos) da Editora Abril.


SENTADOS da esquerda para a direita: Edgard Armond (2) escritor, médium e notável líder espírita da USE (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo) e depois, da Federação Espírita do Estado de São Paulo, Prof. Pietro Ubaldi (3) pensador cristão, escritor e médium católico em visita ao Brasil em agosto de 1951. Prof. Clóvis Tavares (4) pesquisador, escritor, palestrante espírita cristão, noivo espiritual de Nina Arueira e esposo de D. Hilda Mussa Tavares, biógrafo e amigo de Chico Xavier, fundador da Escola Jesus Cristo, de Campos dos Goytacazes, RJ. Sua história de amor por Nina Arueira e a Escola Jesus Cristo por ela fundada no Plano Espiritual e por ele na Terra, é o motivo do nosso filme "Luz da Escola" que estaremos lançando em DVD no dia 17,18 e 19 de junho próximo na cidade de Campos, RJ, local onde Chico Xavier esteve por 4 vezes e Pietro Ubaldi ficou hospedado durante um mês, quando da sua visita ao Brasil em 1951, ano em que todos esses senhores alinhados posaram para serem fotografados com o ilustre visitante.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Corpus Christie e o Gênese de Moisés

Feriado espiritual, ótimo para reler este ensaio de F.W. Lorenz sobre como Moisés (Moshe) arquitetou, sintetizou e revelou o Gênese, preservando sua estrutura intratextual para os milênios futuros.

Segundo a tradição, a inteligência encarnada em Moisés também veio de Sírius, o sistema estelar no qual evoluiu Jesus e de  onde veio toda a Sua Côrte para reinar nos corações terrenos.

 Antes o Legislador Divino passou longo tempo de adaptação e preparação missionária no satélite Ganimedes.

 Moisés também foi educado nos templos egípcios, que também ensinavam a tradição caldéia de Abraão.

O grande médium, escritor e esperantista Francisco Valdomiro Lorenz dispensa apresentações entre espiritualistas e espíritas.


sábado, 7 de maio de 2016

O Espiritismo e os espíritas.

O universo da cultura espírita é muito amplo e cheio de possibilidades.

Nele cultiva-se tudo que existe e relaciona-se ao ser humano, que é a expressão mutável máxima do Cosmos e das suas leis imutáveis.

É uma filosofia autêntica e essencialmente universal, no sentido mais puro e preciso da palavra. É o Uno e o Verso e disso forma sua cosmogonia e consequentes concepções como individualidade espiritual,  a imortalidade do ser, a diversidade dos planos e das existências, a pluralidade de mundos e o intercâmbio natural ou mediação entre seres e planos.

O Espiritismo está presente como fenômeno e como visão de mundo em todos os aspectos da vida humana.  Observa e interpreta a Vida biológica indicando as leis que regulam a natureza exterior dos seres e das formas, bem como a Vida psicológica, indicando igualmente as leis morais que norteiam o comportamento e a conduta das inteligências.

Na educação, vê o ser humano como ser imortal e inteligência dinâmica, dono de si mesmo, responsável pelos seus atos, portador do livre arbítrio e construtor do seu próprio destino.

A palavra espiritismo e sua cultura não é ideologicamente restrita nem dogmática quando se trata de religião. Pelo contrário, mostra a religião como uma lei natural do comportamento humano de adoração e que, como ele, se transforma constantemente assimilando mudanças morais e interiores. O Espiritismo está historicamente presente em todas as religiões e filosofias espiritualistas.


Como ciência o espiritismo também não cultiva paradigmas exclusivos e segue  o modelo e a estrutura epistemológica do pensamento e da pesquisa científica, colocando e posicionando a doutrina e suas práticas com base nos fatos e métodos de comprovação da realidade.

O Espiritismo também não é restrito como arte e cultiva a expressão e a estética como reflexo natural na sua visão de mundo.

Diverge naturalmente das demais visões de mundo, não como ponto de sectarismo e sim como diálogo em busca de entendimento e compreensão do outro. É, portanto, uma doutrina de convergências.

Essa é a síntese das ideias, das concepções, dos valores e da ética social espírita.




segunda-feira, 25 de abril de 2016

São Jorge, a Lua e os dragões


GUARDIÃO DA LUA. Reza a tradição espiritual que São Jorge é uma categoria de Espírito Guardião Legionário, encarregado, juntamente com suas hostes, de vigiar e neutralizar a ação dos dragões, entidades caídas e que exercem forte influência sobre as mentes fracas e corações indecisos induzindo-os ao erro e ao seu domínio por meio das paixões humanas mais conhecidas. Os dragões e seus prepostos, criminosos exilados de outros sistemas planetários, geralmente estão encarcerados em planos baixos na Terra ou em orbes e satélites próximos. A Lua é um desses núcleos, usado com cárcere natural vibratório. Mesmo assim, por afinidade mental e emocional, eles conseguem atrair, seduzir e dominar os "encarnados" invigilantes para suas intenções e propósitos maléficos. Os "arrependidos" não esquecem de quando e como foram libertos desse jugo opressor e sempre reverenciam O Guerreiro, pedindo também proteção nas ações presentes e futuras.

Ps. Chico Xavier relatou para Geraldo Lemos que o Espírito Lampião está preso no Lua e que Hitler teve que ser conduzido para um orbe não revelado por causa do assédio de legiões de inteligências vingativas que o "caçavam" ou o cultuavam no mundo espiritual.

domingo, 24 de abril de 2016

Doutrina e Movimento: incoerências, habilidades e competências.


Fomos solicitados a contribuir com dez tópicos que consideramos essenciais para analisar e discutir possíveis incoerências entre a Doutrina Espírita e o Movimento Espírita.

Aí estão.

1. Ver Espiritismo como verdade única e absoluta.


2. Ver equivocamente Allan Kardec como personalidade sagrada e criadora de dogmas doutrinários.

3. Desconsiderar ou impedir o diálogo do Espiritismo com outras fontes de conhecimento.


4. Confundir pureza doutrinária - que é a simplicidade e aplicação dos conceitos espíritas- com sectarismo doutrinário, que é complicar, limitar e obstruir as múltiplas possibilidades da doutrina.

5. Desconsiderar a atualização permanente do Espiritismo diante das mudanças sociais e descobertas científicas.

6. Ignorar o caráter sociocultural amplo do centro espírita reduzindo-o apenas a mero templo de adoração.

7.  Negar como fato a ineficiência da educação espírita, pelos métodos superficiais de ensino, na formação de ativistas e lideranças, considerando seu alto potencial de conhecimento e transformação pessoal.

8. Desconhecer qual é a nossa visão de mundo a partir dos postulados espíritas.

9. Ver o movimento espírita somente como um assunto doutrinário e não social.

10. Negligenciar a nossa história e memória, garantias da continuidade e autenticidade do Espiritismo.

domingo, 3 de abril de 2016

Miriam ou simplesmente Maria

Figura feminina que deu ao cristianismo a marcante simbologia maternal e familiar. O Ângelus - ou oração de Gabriel para Anunciar sua missão de conceber e gerar o Messias ou o Cordeiro de Deus - a definiu como digna da saudação AVE (lembrando que os césares têm mães e saíram do ventre delas). Também a definia como cheia de Graças e Santa, sendo Mãe e intercessora nas horas mais graves, sobretudo na morte. JESUS, MARIA E JOSÉ formam a tríade mais conhecida do imaginário e do ideal religioso latino: a Sagrada Família. Jesus como filho de Deus; Maria como Mãe de Deus (Deus na Terra e não Deus em si) e José como provedor e protetor do lar e do núcleo. Imortalizada pelas dores humanas e pelas mais sublimes obras de artes plásticas e musicais, Maria atravessou os séculos dando nome a milhões de mulheres e localidades que cultuam no mundo inteiro sua Pureza de coração e sua Realeza espiritual. Pense no nome de sua mãe. Pensou? Provavelmente antes você pensou no nome de Maria.

Imagem: detalhe da Pietá, de Miquel Ângelo. 

sábado, 26 de março de 2016

Olhos de ver

A morte sempre foi o maior obstáculo para quem busca a Verdade. Aceitar que um dia vamos todos morrer é o maior de todos os desafios humanos, mesmo que a Vida esteja aí, explícita, para quem quiser ver, nas suas múltiplas implicações e aspectos. Os mortos somos nós e os vivos são os que morreram, exatamente porque foram surpreendidos ao cair em si mesmos. Ainda assim, existem muitos que mudam de plano e de mundo, mas não mudam de sentimentos e atitudes; e continuam escravos dos vícios e defeitos morais. Esses continuam mortos e precisam reaprender a lição de como viver.

Jesus desencarnado.


Ninguém sabe, pelo menos nesse mundo, exatamente o dia e a hora em que Jesus nasceu e cessou sua existência na carne. Muito menos sua aparição para Maria Madalena e depois para os discípulos, seja lá qual foi o caráter - natural ou sobrenatural- do fenômeno. As narrativas originais dos evangelistas e seus intérpretes sempre dão o tom de poesia e drama, cores leves e fortes aos fatos para destacar a grandeza filosófica e espiritual da manjedoura e do Gólgota, símbolos milenares da esperança, da bem-aventurança. E também das limitações da justiça humana em contraste com a justiça divina. Olha o Menino. Eis o Cordeiro. Esse é o Homem.

domingo, 13 de março de 2016

Filosofia e filósofos


Filosofia não é o registro da vida dos filósofos e do seu pensamento. Ler os filósofos até tem a sua utilidade no exercício intelectual mas isso não é a essência da filosofia. Esta vai muito além dos livros e das ideias por eles publicadas. Filosofia é postura: de reflexão, de crítica, de indignação, perplexidade, dúvida e insatisfação, etc. Se os filósofos fizeram tudo isso em suas produções, se posicionando diante das coisas, é perfeitamente compreensível que tenhamos a esperança de que vamos aprender alguma coisa de essencial e importante no pensamento deles. Mas não vamos. Simplesmente porque é um relato pessoal, uma impressão que eles registraram sobre a realidade. Não é a realidade em si como experiência comum a todos. Nenhuma ação e profissão pode ser bem exercida sem o ato de refletir sobre o que estamos fazendo, Por mais simples que seja o gesto. Em tudo que fazemos tem a ética e a dúvida epistemológica. Portanto, não vamos pensar que não podemos morrer ou deixar de fazer coisas significativas sem antes ler os chamados clássicos do conhecimento, em qualquer das suas expressões. Eles não vão fazer nenhuma falta se não esquecermos da postura filosófica.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Para imprimir e distribuir, principalmente aos moradores de rua.


Como bem observou uma amiga, serve para todos nós.

 João 5 



1Algum tempo depois, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém.

2Existe em Jerusalém, perto da Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, tendo cinco pavilhões.3Nestes, ficava grande multidão de enfermos, cegos, mancos e paralíticos, esperando pelo movimento nas águas. 4De certo em certo tempo, descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitadas as águas, era curado de qualquer doença que tivesse. 5Estava ali um certo homem, enfermo havia trinta e oito anos. 6Quando Jesus o viu deitado, e sabendo que estava assim havia muito tempo, perguntou-lhe: “Queres ser curado?” 7O homem enfermo queixou-se: “Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto estou indo, desce outro antes de mim.” 8Ordenou-lhe Jesus: “Levanta-te, apanha o teu leito e anda.” 9Imediatamente o homem ficou curado, pegou seu leito e andou. E aquele dia era sábado. 10Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: “É sábado e não te é permitido carregar o leito.” 11O homem respondeu a eles: “Aquele que me curou ordenou-me: ‘Apanha o teu leito e anda’!” 12Então lhe perguntaram: “Quem é o homem que te disse: ‘Apanha o teu leito e anda’?” 13Mas o homem que havia sido curado não sabia quem era; pois Jesus tinha se retirado, sendo que havia uma multidão naquele lugar. 14Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: “Veja que já estás curado; não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior.” 15O homem partiu e disse aos judeus que fora Jesus quem o havia curado. Honra o Pai e o Filho

16Por essa razão, os judeus perseguiam a Jesus e tentavam matá-lo, pois Ele estava fazendo essas coisas durante o sábado

sábado, 20 de fevereiro de 2016

LEVANTE-SE, FIQUE EM PÉ E DESAFIE A GRAVIDADE

O Homem tem ao longo da sua existência muitos inimigos e inúmeros obstáculos que dificultam suas lutas. São as muitas situações e circunstâncias do dia a dia, das mais simples às mais complexas, que impedem que ele cumpra suas tarefas diárias, que conquiste seus objetivos e realize seus sonhos. Mas de todos esses impedimentos e dificuldades o maior deles talvez seja a lei da Gravidade, esse imperativo natural invisível e silencioso que nos mantém fisicamente presos ao chão e mais profundamente, sob o jugo da força mental, ao Magma do planeta.

A lei da Gravidade é um limite geológico que nos obriga a ser cautelosos com as coisas do mundo, evitando as quedas físicas e os acidentes naturais, porém, quando não é desafiada pela inteligência e pelo senso moral, torna-se um grilhão perigoso contra a dignidade humana rebaixando-nos à condição dos animais, cuja coluna vertebral na posição horizontal indica submissão e irracionalidade.  Já quando desafiamos a lei da Gravidade, nossa coluna vertebral se posiciona de forma ereta e nossa consciência indica que essa posição vertical não permite mais que retrocedamos ao ponto zero dos graus baixos da evolução; e nos impulsiona constantemente rumo aos noventa graus da racionalidade.

Mesmo mantendo a vertebra ereta e permanecendo em pé, as provas e os obstáculos sempre nos convidam ao recuo e à comodidade do chão, pelo desânimo, medo, preguiça e falta de auto estima. As quedas sociais e morais geralmente quebram o nosso vigor vertebral e faz com que a nossa massa corporal se torne mais densa, tornando o fardo das nossas provas mais pesado e o jugo das nossas obrigações mais terríveis e insuportáveis.

Respeitar a lei da Gravidade é, portanto, uma forma de demonstrar cautela e prudência diante dos perigos do mundo físico. Porém, diante dos grandes desafios morais e metafísicos, é preciso sempre desafiá-la com a coragem e a inteligência. Não para fugir do peso e do jugo e sim para torná-los mais leves e suportáveis. Se não a desafiarmos nessas situações e circunstâncias mais complexas, a própria lei vai entender que não somos dignos da liberdade de ação nem de fazer escolhas; que não queremos alçar voos acima das nossas possibilidades e, imediatamente, aplica sua marca disciplinar e nos impõe a força contrária, que nos empurra para baixo.

Tudo isso acontece sempre que nos depararmos com as provas, momentos mais críticos da vida nos quais podemos ser envolvidos pela atitude ativa ou então tomados pela indecisão passiva. Se agirmos, seremos premiados pelas descobertas e soluções; se não agirmos, seremos torturados pela incerteza e pelas frustrações. E mais:  a nossa indecisão e recusa de mantermos-nos em pé e eretos geralmente vem acompanhada de dores e de provas mais rigorosas, próprias do ambiente anti-social e desordenado que criamos em nosso entorno, pela descrença, revolta e comodidade.  Já quando aceitamos o desafio, a Gravidade entende que não queremos a acomodação, nos liberando numa dinâmica de efeito elevatório e espiral; ela se afasta, retirando-se com os limites do instinto, deixando-nos livre e abertos para as muitas possibilidades da razão e da transformação da consciência.

“Porque meu jugo é suave e meu fardo é leve.”- Mateus-11:30


Imagem: Issac Newton, por Willian Blake. 



terça-feira, 26 de janeiro de 2016

João Batista, Elias e o Espírito de Verdade

“Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes do céu, como um imenso exército que se movimenta desde que dele recebeu a voz de comando, espalham-se sobre a superfície da Terra; semelhantes às estrelas cadentes, vêm iluminar o caminho e abrir os olhos aos cegos...dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos”.

João Batista foi o anunciador do Messias às margens do rio Jordão e por suas palavras de fogo foi pronunciada a grande oportunidade e advertência de salvação: “Eis o Cordeiro que tira os pecados do mundo”. Naquela época a nossa humanidade já estava moralmente falida no vencido ciclo civilizatório greco-romano e, segundo os historiadores astrólogos, ingressava na Era de Peixes, polarizada com Virgem, signos de cujas simbologias os cristãos extrairiam seus emblemas máximos de regeneração em uma nova etapa humana: o de pescadores de almas; e da Virgem Maria, responsável pela tônica de pureza de coração, brandura, humildade e compaixão.


Primo em segundo grau de Jesus, João Batista trazia em si o Espírito de Verdade que existiu no profeta Elias e que foi identificado no célebre episódio da Transfiguração. Essa revelação de Jesus, da sua a condição de Cristo, acompanhado de Elias e Moisés), foi testemunhada somente pelos discípulos Pedro, João e Tiago, a quem Jesus pediu segredo sobre o que viram e ouviram. Os demais, ainda espiritualmente imaturos diante da Verdade, ficariam extremamente apavorados com desdobramentos da inesquecível cena do Tabor, porém não tão abalados, perplexos e impressionados como ficaria Pedro. Ali estava acontecendo um encontro histórico da tradição messiânica e seus profundos efeitos no futuro. O Espírito de Verdade contido em João Batista deveria preparar o terreno para a semeadura do Evangelho e iniciar Jesus na sua tarefa pública de três anos, na qual as coisas testemunhadas pelos seus ouvintes deveriam mudar da água para vinho no seu aspecto externo; e internamente da lama para água desta para a luz. Também nas instruções que faria aos discípulos, pouco antes de partir, Jesus lembra que o Espírito de Verdade, tal como Elias e João Batista, vai anunciar a seu retorno pela promessa do Paracleto ou Consolador, por meio da lembrança e retomada dos seus ensinamentos que seriam esquecidos e desviados nos séculos seguintes.

A autoridade espiritual de João Batista esteve, portanto, nos principais momentos da revelação da Verdade messiânica: na luta de Elias contra os reis e profetas de Baal, que pretendiam a destruição da fé em Israel; no batismo de Jesus no rio Jordão; no renovado combate de fé contra a realeza corrupta e contra o paganismo romano; e finalmente no Paradoxo da revelação espírita comandada pelo próprio Espírito de Verdade no século XIX.

Como todos os profetas de Israel, João Batista se mostra como um ser “misantropo e sombrio” ou “radical socialista” (Will Durant, Nossa Herança Oriental), crítico do sistema social e do mau comportamento dos sacerdotes e dirigentes políticos. Por isso João Batista em tudo lembra Elias e também os seus antigos adversários. O rei Acab e a rainha Jezebel, agora são representados por Herodes e Herodíades, adoradores de Baal, usurpadores do trono e da riqueza alheia. Imorais, criminosos e violentos, essas duas almas delinquentes voltariam a representar no final do século XVIII como Luiz XVI e Maria Antonieta, o rei indeciso e imprevidente; e a rainha de origem austríaca, muito dada ao luxo, sempre repudiados xingados pela plebe. Esses antigos ladrões de vinhas, caluniadores e assassinos de Nabote, já haviam sido cruelmente mortos, conforme havia sido vaticinado por Elias- e seu sangue lambido por cães. Na França revolucionária, sob a acusação de alta traição, a velha e viciada representação monárquica perderia o trono, inúmeras videiras e principalmente suas cabeças, sendo também seu sangue lambido pelos cães atraídos pelo cheiro da morte na guilhotina. A mesma revolução que daria fim aos abusos do clero e da nobreza permitindo a manifestação do Paracleto na Europa e no recém liberto mundo colonial americano.



Pinturas de São João Batista: Anton Raphael Mengs e Pierre Cécile.



sábado, 23 de janeiro de 2016

O suicídio no século de Kardec

 Era o século do absinto e do culto à morte pelo duelo e pelas aventuras poéticas autodestruidoras, uma herança negativa de Voltaire e seus discípulos científicos. O índice de suicídios no século XIX foi tão alto que despertaria mais tarde a curiosidade de pioneiros da Sociologia como Émile Durkheim. Numa edição de maio de 1862 o “Siècle” de Paris publicou uma nota comentando o livro de B. Gastineau, pela Casa Dentu, cujo assunto central era uma curiosa estatística de suicídios.

“Calculou-se que desde o começo do século o número de suicídios na França não se eleva a menos de 300.000; e tal estimativa talvez esteja aquém da verdade, pois a estatística não fornece resultados completos senão a partir de 1836. Desde 1836 a 1852, isto é, num período de dezessete anos, houve 52.126 suicídios, ou seja, a média de 3.066 por ano. Em 1858 contaram-se 3.903 suicídios, dos quais 853 mulheres e 3.050 homens; enfim, segundo a última estatística que vimos no correr de 1859, 3.899 pessoas se mataram, a saber 3.057 homens e 842 mulheres.”

A morbidez exercia tanto fascínio no público leitor que no famoso guia “Como Conhecer Paris por cinco guinéus” também constava como um dos programas preferidos dos turistas a visita a La Morgue, um famoso necrotério da Cidade-Luz. As informações davam uma ideia da grande crise existencial que assolava o mundo ocidental.


“Em 1866, a Morgue recebeu um número recorde de defuntos: 733 – sendo 486 homens, 86 mulheres e 161 crianças. Dos 445 identificados, 285 tinham se suicidado atirando-se ao Sena e 36 enforcaram-se, seis tinham se matado com armas de fogo, seis tinham ateado fogo às vestes e outros tantos ingerido veneno, propositalmente ou não, 19 foram vítimas de homicídios e três tinham sido esfaqueados, três morreram de inanição e 82 de morte súbita, em plena rua. Grande parte do suicídios teve como causa o fracasso de especulações na Bolsa de Valores.”

NOVA HISTÓRIA DO ESPIRITISMO. Editora do Conhecimento.