segunda-feira, 27 de julho de 2020

SUCÍDIO E CRIMINOLOGIA






“A pessoa vem a este mundo para viver determinados anos de vida! Se morrer antes da hora, não terá auxílio nenhum, será considerada como se fosse foragida da polícia”!


Essa frase atribuída Chico Xavier num livro de relatos de experiência junto ao médium, é ao mesmo tempo chocante e intrigante para os estudiosos desse tema. Ela revela uma concepção milenar sobre o suicídio, visto como um pecado ou transgressão contra as leis e da própria natureza. Essa também é a visão do suicídio que têm as sociedades religiosas tradicionais, considerando tanto a tentativa como o ato suicida em como um crime de homicídio contra o próprio corpo, que socialmente pertence ao Estado. Disso resulta a criminalização ou formalização da violação da lei, com o registro de ocorrência e inquérito policial. Na Inglaterra até o início do século XX a tentativa e o suicídio tinham valores de ressarcimento determinados legalmente, pelos danos prejuízos causados à família e à comunidade, resultando na cobrança de multas e impostos. Outro aspecto punitivo era que morto não podia ser enterrado em sepultura cristã. Os judeus até pouco tempo enterravam os suicidas num lugar separado dos mortos comuns. As duas medidas sofreram mudanças em seus costumes e não fazem mais parte das práticas culturais desses povos.

Nos relatos mediúnicos sobre esse tema, os suicidas são considerados criminosos e são autopunidos em ambientes infernais e purgatoriais até que tenham condições mentais de compreender o que se passa com eles após o desenlace precoce e traumático. Posteriormente são resgatados e internados em manicômios para recompor seus perispíritos, lesados pelo corpos danificados. Depois, ainda portadores de traumas psíquico graves, pois guardam lembranças vivas das tragédias nas quais se envolveram, são submetidos a uma rigorosa reeducação em instituições especializadas em regeneração e replanejamento de expiações e provas reencarnatórias. Tudo isso porque o suicida quebra o plano existencial, complexo processo de evolução no qual estão envolvidos diversos fatores, quase todos atingidos negativamente pelo ato rebelde. Cometido o ato, o indivíduo perde os seu direito de liberdade e de escolha – como os prisioneiros homicidas - e , dependendo das circunstâncias e lesões físicas e psíquicas que causaram , são colocados compulsoriamente em corpos doentes, sujeito as todos os tipos de desequilíbrio, que serão moldados matricialmente pelos próprios elementos biológicos danificados pelo suicídio. As doenças e limitações impostas naturalmente ao suicida, como choque de retorno, são as mais diversas patologias catalogadas pela medicina. Nesse corpo eles purgam as primeiras energias ruins reunidas pela autoviolências, repetidas em outras encarnações nas quais vão restaurando, com outras doenças, os pontos nevrálgicos danificados pela morte precoce.

Esses relatos datam das primeiras décadas do século XX e durante muito tempo ficaram ocultos do conhecimento humano, a não ser pelos relatos metafóricos e simbólicos, como por exemplo o famoso Inferno de Dante e o repertório dogmáticos das religiões tradicionais dos povos antigos. Camilo Castelo Branco, por exemplo, é um narrador dramático e altamente concentrado na culpa e no remorso, ofuscando naturalmente com mais detalhes as ações preventivas e curativas dos núcleos onde foi acolhido.



Mas será que a ideia e concepção – princípios e práticas da nossa cultura – sobre experiência suicida teve alguma mudança útil e significativa nos últimos 50 anos?

Cremos que sim. No mundo espiritual e também entre nós, sobretudo entre os que atuam nesse campo de auxílio. Apesar de ter persistido como prática e constar nas estatísticas mais estarrecedoras, a sociedade está aos poucos abandonando a ideia de tabu para enxergar o suicídio pelo prisma da saúde mental. Aquilo que vimos nos livros sobre como se manifestam e são tratados os suicidas era fruto de uma mentalidade dogmática, povoada de culpa e remorso, refletindo também as concepções religiosas dos suicidas, aqui e no Além. Isso pode ter sido modificado; tanto por quem comete como para quem socorre as vítimas do suicídio. É possível que não haja mais os vales infernais que atraíam os suicidas por afinidade comportamental, porque os enfermos não possuem as mesmas concepções místicas e supersticiosas como aos antigos suicidas. Também é possível que haja ocorrido uma mudança de mentalidade e postura dos institutos de acolhimento e tratamento aos suicidas, que passaram a atuar mais na prevenção, bem como com abordagens mais compreensivas e menos condenatórias. A própria mudança pela qual passou o CVV nos seus 60 anos de trabalhos pode ter sido reflexo das mudanças que tenham ocorrido no mundo espiritual a respeito de como lidar com esse comportamento autodestrutivo. Mesmo tendo um volume estatístico alto e assustador também podemos inferir que, sem essa mudança de concepção e mentalidade e adoção de forma formas de abordagem e tratamento, os números de suicídio poderia ter sido muito maiores. Isso significa que escolhemos o caminho certo, descobrindo diferentes e nova formas de ver, abordar e prevenir o suicídio. Mudamos nossa forma de ver e também de compreender o problema. Os princípios que regulam a vida não foram modificados. O suicídio continua sendo um desvio ou atalho inadequado para as crises existenciais. Porém, as percepções sobre ajuda sofreram profundas modificações, permitindo uma profilaxia compreensiva, mais próxima e mais eficiente sobre aqueles que se matam, sempre mais inclinadas para o amor do que para a punição. Portanto a frase atribuída ao Chico tem também um significado diferente do aparenta. É verdade que o suicida seja condenado e punido com a falta de auxílio no mundo espiritual. Mas essa negação e punição não parte de nenhuma organização de luz e sim próprio suicidas em situação de culpa e remorso , bem como dos pontos e seres obscuros com os quais ele se afiniza após o desencarne precoce e fatalmente sujeito a todo o tipo de desequilíbrio.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

O MUNDO MUDOU OS ESPÍRITAS



O certo seria o contrário. O movimento espírita, como todas as agremiações cristãs contemporâneas, teve um desvio ou relaxamento do padrão moral e comportamental dos adeptos nos últimos 30 anos, devido à sua popularização demográfica e massificação pelos meios de comunicação.

Explicamos: antes os adeptos eram geralmente de famílias espíritas ou iniciados nas casas espíritas de forma gradual e estável. Isso dava ao conjunto dos seguidores uma característica e um perfil aprofundado, solidário e cooperativo.

Com essas mudança citadas, houve uma proliferação de adeptos simpáticos aos conceitos espíritas, mas que não receberam no devido tempo cronológico a iniciação doutrinária e a consequente maturação de convívio do tempo psicológico. São mais competitivos, superficiais e instáveis.

Com exceção de uma minoria que já chega apta intelectual e espiritualmente, predomina hoje os que não assimilam valores nem desenvolvem as experiências vivenciais necessárias à maturação moral. Nas igrejas ocorreu o mesmo fenômeno, sobretudo nas tracionais ou históricas.

Esse fenômeno também provou a dispersão de seguidores para formar outros núcleos numa velocidade reprodutiva massificante, gerando confusão e deturpação dos conceitos e valores doutrinários. A espiritualidade e os carismas foram sendo suplantados pela teologia.

A Escola de Aprendizes do Evangelho, método iniciático espírita criado na FEESP em 1950, conseguiu combater em grande parte essa vulgarização do espiritismo, formando gradualmente aprendizes, servidores e discípulos para vivenciarem a doutrina em forma de estudos, auto-conhecimento e trabalho voluntário fraterno. Foi criado para esse fim e produziu novas gerações com o perfil desejado. Não se trata de ideia de perfeição nem exclusivismos, mas de comprometimento e autodisciplina.

Nas demais agremiações, com exceção das tradicionais e rigorosas no processo de acolhimento e iniciação de novos adeptos, segue o desnivelamento comportamental entre os antigos e os novos espíritas.

Natural que ainda se diga com frequência: não existem mais espíritas como antigamente.

domingo, 19 de maio de 2019

O TAMANHO DAS EXISTÊNCIAS


Uma existência é de uma grandeza impressionante e incalculável. Tão grande que pensamos que se trata da Vida como um todo. Ela é uma pequena vida, um momento da Vida maior.

É para ela que traçamos planos e realizamos sonhos, apesar das decepções e fracassos.

É nela que conhecemos e convivemos com as pessoas que herdamos como pais, irmãos e outros parentes de sangue; que conhecemos amigos, encontramos e reencontramos inimigos, cada um existindo no seu mundo e, como nós, equacionando suas questões pessoais com seus afetos e desafetos.

A existência não é apenas o tempo cíclico que vai do nascimento até morte. Nela experimentamos um outro tempo, que não é cíclico, mas que nos lança em outra dimensão, atemporal. Isso acontece sempre nos sentimos estranhos e lembramos que o nosso EU vai além da hereditariedade, da personalidade e da identidade social que portamos. Somos únicos, como todos que estão ao nosso redor e nós ao redor deles.

A existência, longa ou curta, é sempre grandiosa e suficiente para realizar muitas coisas. Portanto, o tempo é o que menos conta na sua trajetória. O que conta mesmo é como experimentamos as coisas que acontecem ou que deixaram de acontecer. O que conta não é tempo de duração das coisas e sim o tempo da transformação delas

quarta-feira, 13 de março de 2019

QUEM SOMOS





O QUE NOS ESFORÇAMOS PARA SER. (Quando pedem explicação sobre a minha religião e não tenho tempo hábil para explicar nem parecer arrogante perante os que comungam outras crenças e ideias).

O Espiritismo é o Consolador ou Paracleto, como está registrado no Novo Testamento por João (cap.14) indicando como base dos novos tempos a manifestação do Espirito Verdade e uma legião de Espíritos humanistas e cristãos, instruindo a humanidade, relembrando e revivendo os ensinamentos do Evangelho. Ele marca a transição terrena, isto é, o fim da marca de planeta de espiações e provas e início da marca de planeta de regeneração. É a síntese das Leis Universais, contida no Sermão da Montanha e que ensina a todas as criaturas humanas, encarnados e desencarnados, o Caminho, a Verdade e a Vida.


Mensagem do Espírito da Verdade, em o Evangelho Segundo o Espiritismo. Paris, 1864.

"Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes dos Céus, qual imenso exército que se movimenta ao receber as ordens do seu comando, espalham-se por toda a superfície da Terra e, semelhantes a estrelas cadentes, vêm iluminar os caminhos e abrir os olhos aos cegos.

Eu vos digo, em verdade, que são chegados os tempos em que todas as coisas hão de ser restabelecidas no seu verdadeiro sentido, para dissipar as trevas, confundir os orgulhosos e glorificar os justos.

As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concerto. Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes, e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam de um extremo a outro do Universo.

Homens, irmãos a quem amamos, aqui estamos junto de vós. Amai-vos, também, uns aos outros e dizei do fundo do coração, fazendo as vontades do Pai, que está no Céu: Senhor! Senhor!... e podereis entrar no reino dos Céus".

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

João de Deus





SOBRE A REPORTAGEM DE O GLOBO- FANTÁSTICO E AS ACUSAÇÕES CONTRA O MÉDIUM JOÃO DE DEUS. 




A Federação Espírita Brasileira nunca aprovou métodos e práticas curativas que colidem com o exercício legal da medicina. Essas práticas são feitas por iniciativa pessoal e particular e nada tem a ver com as práticas espíritas cristãs tradicionais, sempre em caráter discreto, respeitoso e gratuito. Sobre o bilhete citando Chico Xavier. Chico Xavier sempre foi exemplo dessa postura defendida pela FEB e outras instituições federativas espíritas. A própria história do espiritismo e do cristianismo é repleta desses relatos polêmicos e conflituosos. Chico, entretanto, como pessoa comum e fraterna, sempre foi solidário ( com as pessoas e não com sua atitudes) com médiuns que sofriam perseguições ou que cometiam erros de conduta, mesmo não concordando com suas práticas, por questões doutrinárias. Agia sempre com fraternidade, amparo e orientação moral aos médiuns atingidos por escândalos ou acusações tendenciosas. “Somos todos seres humanos, com falhas a corrigir e virtudes a aperfeiçoar”, dizia Chico. Foi assim, por exemplo, com Otília Diogo (assediada e humilhada publicamente), com Zé Arigó (preso), Edson Queiróz (assassinado) e muitos outros que, segundo ele, passavam por provas dolorosas, por meio de ataques de adversários das verdades espirituais. O próprio Chico não se livrou desses ataques e perseguições por parte desses adversários, lotados em diversos segmentos, mas que não representavam a totalidade dos mesmos.


Ps. A reportagem de O Globo citou um bilhete que Chico enviou ao médium.

Um bilhete e um alerta



Sempre soubemos que o médium João de Deus era um típico caso de desvio de conduta espiritual. Entendíamos que a verdade viria à tona, mais cedo ou mais tarde. Tentou usar o prestígio de Chico Xavier para impulsionar seu projeto personalista de luxúria e vaidade, esquecendo que o médium espírita de verdade deve ser acima de tudo um servidor e não alguém a ser servido. Usou ainda o nome de Inácio de Loyola, para enganar membros de um importante e histórico segmento religioso, buscando a aparência de santificação. Uma pena que perdeu-se pelo caminho perdendo também a oportunidade de servir ao próximo em sofrimento. Não era médium e nem de Deus. Muito menos João, o maior médium de todos os tempos da história cristã e que trouxe ao mundo a mais importante mensagem alerta sobre os perigos dos falsos profetas e das ações malignas da Besta no final dos tempos. Oremos por ele e por suas vítimas.

domingo, 18 de novembro de 2018

Tragédia de Georgetown era para ser no Brasil


HÁ 50 ANOS JIM JONES TENTOU IMPLANTAR SUA SEITA NO BRASIL.



O objetivo das trevas tinha como finalidade desmoralizar o projeto de Ismael, da Pátria do Evangelho. 


O maior suicídio coletivo da história era para ter acontecido no Brasil, ambiente propício e que seria uma vitrine para espalhar o modelo "satânico" para o mundo, em oposição ao Evangelho aqui já implantado pelos segmentos cristãos, incluindo o movimento espírita. Espíritos guardiães do Brasil fizeram diversas alertas por meio de mensagens mediúnicas solicitando intensas vibrações e ajuda de médiuns socorristas para neutralizar infiltrações em obras cristãs e governos pacíficos na América Latina. Edgard Armond relata esses episódios no livro Relembrando o Passado. O então governo do General Ernesto Geisel, segundo matéria da BBC, impediu a instalação da seita de Jim Jones, na época associada com a presença de um obscuro ex-agente do FBI, que implantava a tenebrosa escola de tortura na América Latina, com o ardiloso argumento de combater o "comunismo". Em 1978, ano da tragédia de Georgetown, estava sendo criado em São Paulo o Programa CVV-Samaritanos para a America Latina. O Rev. Chad Varah, da Igreja Anglicana e fundador do Samaritanos em Londres, veio ao Brasil para reunir-se com voluntários da Aliança Espírita Evangélica e do CVV. A pedido de Jacques Conchon, ele escreveu um artigo especial no Boletim do CVV explicando a tragédia, a personalidade o comportamento de Jim Jones. O artigo está reproduzido no livro CVV- Como Vai Você.

Essa semana a BBC publicou matéria mostrando a tentativa de Jones se instalar no Brasil.


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Desencarnou Jacques Conchon


Desencarnou domingo (14 de Julho) no Rio de Janeiro, aos 76 anos, o nosso companheiro Jacques André Conchon. 

Jacques foi, aos 17 anos de idade, um dos fundadores do CVV- Centro de Valorização da Vida, em 1961, em São paulo. . O primeiro posto  do CVV funcionaria em 01 de março, de 1962, às 16 horas, em uma sala e um aparelho telefônico emprestado pela FEESP, na época de Edgard Armond.

Era engenheiro especialista em recursos hídricos e proprietário da Neotex, empresa de engenharia de consultoria ambiental e construção de estações de tratamento de água. Foi também fundador e dirigente da Aliança Espírita Evangélica e membro atuante da Fraternidade dos Discípulos de Jesus. 

Jacques vinha lutando contra o câncer e estava no Rio ministrando um curso de aperfeiçoamento para voluntários do CVV. 

Nós o conhecemos nos anos 70 aqui São Vicente, quando nos ajudou a implantar várias frentes de trabalhos humanitários, incluindo o posto do CVV de Santos. Era um grande entusiasta da Escola de Aprendizes do Evangelho, base educativa de trabalhares e de fundação permanente de novas casas espíritas.
ANTENADO E SERVINDO SEMPRE.

Jacques André Conchon era um ativista incansável e inquieto. Sempre esteve antenado com as mudanças que poderiam gerar sofrimento humano e também oportunidade de servir e ajudar os que não se adaptam a essas mudanças. Nesse mais de 50 anos , ele e alguns companheiros inventaram e reinventarem o CVV várias vezes quando sentia que poderíamos ampliar o nosso raio de ação. Foi assim quando liderou a expansão dos postos, criou os estágios nos plantões, implantou o role-playing para treinamento, desenvolveu os Cursos de Aperfeiçoamento, o Caminho de Renovação Contínua, enfim, todas as renovações pelas quais tivemos que passar. O mesmo aconteceu na Aliança e na FDJ ao criar as apostilas de aulas e o cursos de aperfeicoamento.

Nos últimos meses estava bem feliz por que o CVV conquistou o número 188 ( de ação nacional gratuita) e que chegamos ao posto número 100.

Agora, já bem doente e sem a sua e nossa companheira Suely, atuava nas redes sociais gravando vídeos no YouTube com a ajuda de um neto. Gravou o último vídeo a semana passada.

Nunca esqueceu a primeira instrução dada a ele pelo Comandante Edgard Armond, sugerindo num bilhete e num recorte de jornal sobre suicídio a criação do CVV :

"Para quem quer servir esta é uma ótima oportunidade".

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/07/morre-aos-76-um-dos-criadores-do-cvv-centro-de-prevencao-ao-suicidio.shtml

sábado, 28 de abril de 2018

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Nossa revolução


O Brasil está vivendo a sua Revolução Francesa. Simbolicamente, nossa Bastilha já caiu , por causa da sociedade de transparência, onde não é mais possível esconder nada. Temos todas as facções com seus grupos de esquerda, centro e direita, bem como seus extremos em busca dos seus ideais.

Todo país contemporâneo que atinge a maioridade política passa por essa dolorosa crise republicana, que divide águas, em todos aspectos. Se superamos essa barreira, finalmente seremos maduros como sociedade e nação. Outras crises virão, mas essa é especialmente decisiva porque define realmente a nossa vocação e o nosso destino, como aconteceu com demais que tomamos por modelo.


Gravura feita esta semana por um jovem aluno de ensino médio de uma escola pública.

quinta-feira, 29 de março de 2018

O Além é uma festa


COCO, A Vida é uma festa, desenho da Disney-Pixel (Oscar de melhor canção) mostra que a concepção mitológica do mexicanos sobre a morte (herdada dos aztecas) esconde verdades sobre a a realidade do mundo dos Espíritos. É uma cultura milenar muito forte e que não conseguiu ser vencida por nenhuma concepção religiosa estrangeira. Os católicos espanhóis até que tentaram, usando inclusive o clássico "Crê ou morre", mas não funcionou. Para os mexicanos, mortos não são mortos e estão perto dos vivos, cada qual no seu grau de consciência e luz. A história se passa na Terra e numa zona purgatorial onde habitam milhões de almas errantes (ainda presas à matéria e com pendências morais) e que dá passagem para as esferas definitivas da Vida Superior, para os resolvidos. Tudo muito bem contado, com arte e bom humor. Show!!!



segunda-feira, 19 de março de 2018

Um novo mundo, com novas pessoas.



https://www.facebook.com/2036alemdatalimite/

http://edconhecimento.com.br/?livros=2036-uma-jornada-apos-a-data-limite


Personagens construindo um novo caminho e um novo mundo

Nós só realmente aprendemos as coisas quando elas são testadas nas situações pessoais do dia a dia, em contato com os nossos semelhantes. Todos estamos numa jornada para o futuro, onde seremos felizes e realizados, se estivermos mudados. Caso contrário, o futuro não vai chegar e ficaremos estacionados e infelizes. Mesmo que o mundo sofra mudanças drásticas pelas guerras, destruição ambiental e catástrofes, se não mudarmos, apenas seremos tragados pela dor que vai adiar e nos cobrar a mudança que não fizermos, com mais dificuldade e rigor.

Foi esse pensamento que nos motivou a escrever “2036, uma jornada além da Data Limite”.

Lemos muitos livros, frequentamos escolas e coletamos muitas informações, durante muitos anos, sobre essas mudanças pelas quais o mundo e os seus habitantes estão passando e vai passar. A mudança é de via dupla: nossa mudança interna e a mudança externa.

Não adianta fazer abrigos e acumular coisas materiais para sobreviver. Se sucumbirmos interiormente pelo medo, pela agressividade e pela depressão, de nada servirão os alimentos, roupas, cobertores e os remédios. Nossa alma tem que sobreviver, em todos os aspectos, incluindo a nossa roupa corporal. Não é o contrário. Se ficarmos vivos, mas espiritualmente indefesos e transformados, seremos presas fáceis, por exemplo, para a loucura e o suicídio. E não seremos salvos.

E um momento grave e diferente da jornada humana. Os personagens desse livro sobreviveram ao cataclismo geológico é às guerras, mas ainda buscam a sobrevivência da alma, pois o inimigo espiritual ainda está presente e pronto para dar o golpe derradeiro da perdição e do desterro. Em 2036, jornada além da Data Limite, eles estão vivos mas ainda continuam sendo testados se vão ficar ou se ser banidos da Terra. A mesma Terra que receberá almas renovadas e que vai aos poucos mudando a sua natureza de expiações e provas para um mundo regenerado e feliz, mesmo ainda estando longe da perfeição.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Ficção profética


http://edconhecimento.com.br/?livros=2036-uma-jornada-apos-a-data-limite

O QUE VOCÊ FARIA se o seu País fosse destruído por um cataclismo, ficasse sem a sua família, seus amigos, completamente perdido e sem chão. Isso aconteceu no mundo inteiro em 2036. Essa é a história de um pequeno grupo de brasileiros tentando enfrentar e superar a tragédia que mudou totalmente os rumos da humanidade.

Nessa páginas você encontrar um Brasil totalmente diferente, nova divisão politica e territorial, novos vizinhos nas fronteiras, nova base de convívio e governança.

Seres terrestres vão viver e estudar na Lua. Tem também a presença do Astro Intruso e sua influência higienizadora no planeta.



sábado, 17 de fevereiro de 2018

MOMENTO GRAVE

A Federação Espirita Brasileira, como órgão de representação coletiva jamais deveria permitir que pessoas, quem quer que seja, tenham destaque, preferências e privilégios em seus quadros, eventos e publicações, exatamente para evitar que as posturas particulares dessas pessoas possam ser confundidas com a imagem desse órgão federativo e sobretudo da Doutrina Espírita. A FEB não tem, nunca teve e nem deveria ter a seu serviço médiuns, oradores nem articulistas oficiais. Vivemos um período difícil em nosso País, de polarização e exaltação de ânimos e uma entidade com a FEB jamais pode servir de instrumento para embates e provocações ideológicas. Isso obviamente vale para as instituições regionais e segmentadas que seguem a FEB como modelo.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Estação Amizade no Fronteiras da Ciência




Dia 3 de dezembro Estação Amizade foi tema do programa Fronteiras da Ciência, da UNISANTA, que entrevistou o educador Dalmo Duque sobre educação emocional e prevenção do suicídio.

sábado, 18 de novembro de 2017

RARIDADE DE 100 ANOS



Uma rara foto da inauguração do Centro Espírita São Luiz, em São Vicente, SP, às 15 horas de sábado, 25 de agosto de 1917. A instituição beneficente, foi fundada no domingo, 12 de agosto de 1917 e mantida pelo famoso médium de efeitos físicos Carmine Mirabelli.

ESTRANHO FENÔMENO DE BILOCAÇÃO. "Conta-se que certa vez ele estava, com um grupo de pessoas na Estação da Luz em São Paulo e pretendia viajar para Santos. Um pouco antes de o trem sair ele desapareceu, para assombro de todos, sendo cientificada a sua presença em São Vicente, mais tarde, por telefone, ficando provado que ele foi encontrado na cidade que distava 90 Km da Estação da Luz, exatamente dois minutos após o seu desaparecimento". Fonte: Coleção Carmine Mirabell- Federação Espírita do Rio Grande do Sul. Editora Francisco Spinelli.

domingo, 5 de novembro de 2017

Você não é importante


Importante é o seu filho, irmão, seu vizinho, seu colega de trabalho e de escola, o passageiro que está ao seu lado, seu professor, seu chefe, seu patrão, as pessoas que te atendem, o seu líder espiritual, o vereador, o delegado, o prefeito, o juiz, enfim, não é você. Se insistir em ser importante todas essas pessoas vão descobrir os seus sonhos e vão se sentir desimportantes. E então você nunca mais vai se aprumar na vida. Elas vão ficar de olho em você, te cobrando coisas cada vez mais difíceis e não terá mais tempo para cuidar dos seus projetos. Sirva a eles o tempo todo.É a melhor forma de se esconder e cuidar do seu futuro.




(Recado de um mentor)

domingo, 22 de outubro de 2017

domingo, 1 de outubro de 2017

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Ensino religioso em debate no STF



O ensino religioso ou confessional não é ilegal nem está fora dos padrões culturais. É histórico e tem profunda influência nas civilizações. Pode ser praticado em instituições privadas nas suas diversidades. Mas não deve ser praticado nas escolas públicas, cujo acesso é aberto à pessoas de todas as crenças e concepções. Isso seria uma violação do princípio do Estado laico. Mas aí tem uma questão ideológica importante a ser esclarecida. O ensino das demais disciplinas cujos conteúdos colidem com algumas crenças não deveria ser proibido também? Claro que não, pois o ensino, por regra e ética, não é proselitismo e, portando as ações tendenciosas e imparciais nas escolas não podem colocar em risco o livre acesso ao conhecimento curricular. A religião e as concepções ideológicas podem ser ensinadas não como doutrina e sim como conteúdo humanístico em todas as disciplinas ( história das religiões; ou da arte religiosa, por exemplo). Todo conhecimento tem seu aspecto ideológico e esconde algum tipo de intenção e interesse de quem o produz. Não há como negar e proibir. Mas daí liberar ou obrigar o ensino doutrinário tem uma enorme distância. Cabe à escola e seus conselhos, como comunidade, analisar, discutir e decidir democraticamente sobre a implantação ou rejeição curricular desses temas, bem como devam ser conduzidos curricularmente, em caso de adoção, sem violar os princípios constitucionais.

Ps. Por seis votos contra cinco, no dia 27 de setembro, os ministros liberaram a prática confessional docente no sistema de ensino, incluindo a escolas pública.