domingo, 9 de novembro de 2008

Manvantara, o Grande Plano




Este é o Manvantara, grupo de música brasileira instrumental criado na década de 1980 por jovens de Santos e São Vicente. Estreamos num festival em Cubatão e depois nos apresentamos no circuito universitário Gente Nova, ao lado de outros grupos como “Peito Rasgado” e “Copos e Bocas”. Também chegamos a tocar na famosa feira alternativa da Vila Madalena, em São Paulo. Essa matéria do jornal A Tribuna (clique na imagem para ampliar) tratava de uma Mostra de Arte realizada no Centro de Cultura de Santos , em benefício do Centro Fraterno de Amizade, entidade mantenedora do CVV. Eram tempos de utopias e das primeiras lições e experiências antes das grandes provas da Vida.
Curiosidades da reportagem: a presença do grande fotógrafo e hoje internacional Araquém Alcântara; o stand da Sharp, lançando o consórcio dos seus mais novos produtos tecnológicos (câmara e videocassete); o preço do ingresso, vendido na minúscula e até hoje atuante livraria espírita Pingo de Luz, no Gonzaga. A FILMESP - Filmes Espíritas ( C.E. Ismênia de Jesus), do amigo Brasilino, registrou todos os lances da Mostra.
O nome da banda foi escolhido para contemplar a diversidade filosófica dos componentes: da esquerda para direita, em pé: Bill (violão, guitarra e voz), Maurão (guitarra) e William (sax e clarinete). Sentados: Dalmo (voz e percussão), Gilberto (flautas) e Mia (baixo e voz).
Além de pretensioso, Manvantara era um nome difícil de explicar para os repórteres e outros curiosos, mas a música era simples, suave e agradável aos ouvidos. Na foto está faltando o sempre amigo e irmão Zé Názara, excelente artista plástico, meu professor de bateria e hoje ativista de uma ONG para resgate social.
Explicando, mais uma vez: Manvantara é na mitologia hindu o grande plano evolutivo do Universo, no qual Deus inspira e expira em milhões de anos, num eterno ciclo criador.

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