
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
A Torre do Tempo

domingo, 12 de fevereiro de 2012
MPF vê ameaça a patrimônio de Chico Xavier

Aspecto interno da casa de Chico Xavier. Foto de Caio Marcelo
09 de fevereiro de 2012 | BELO HORIZONTE - O Estado de S.Paulo
O patrimônio deixado por Chico Xavier está se deteriorando com a romaria que vai à casa do médium em Uberaba, no Triângulo Mineiro, quase dez anos após sua morte. Foi o que constatou o Ministério Público Federal (MPF), que entrou com ação para que a União, o Estado e o município providenciem o inventário e o tombamento dos bens deixados pelo médium.
Na ação, a procuradora Raquel Silvestre diz que, apesar de reconhecerem o valor cultural e histórico do patrimônio, "os réus nada fizeram para conservá-los". Atualmente, os bens de Xavier estão expostos na casa onde morou boa parte da vida, transformada em museu por seu filho adotivo, Eurípedes dos Reis.
No local, há livros, esculturas, imagens sacras, mobiliário, fotos, roupas, documentos e outros bens. Mas, segundo a procuradora, os itens estão sem identificação e proteção. Para o MPF, no estado em que se encontram, os bens de Xavier correm risco de "se extraviar e deteriorar".
O coordenador de Patrimônio Museológico do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Cícero Almeida, sugeriu "análise e seleção criteriosas" do patrimônio antes do tombamento. "Há coisas mais importantes e outras menos. Com a medida, o Estado terá responsabilidade sobre coisas sem importância, porque essas medidas geram impacto para o Estado e para o particular. Lá também é uma casa", ressaltou.
Para Raquel, é necessário o tombamento para que se crie a obrigação de conservar as características originais do patrimônio. Ela lembra que a medida administrativa não significa ingerência sobre os bens por parte do poder público. O Estado não conseguiu contato com Eurípedes dos Reis.
MARCELO PORTELA
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Tédio e quinze minutos de fama

Andy Warhol e Pelé em Nova York nos anos 70: celebridades não tão efêmeras
O fenômeno Luiza no Canadá nos dá uma pequena noção do que é o mundo que estamos vivendo e como vai ser nos próximos trinta anos. Luiza tornou-se uma celebridade instantânea, em função de um comercial regional da TV, confirmando a profecia do artista plástico Andy Warhol de que no futuro todos seríamos famosos por quinze minutos. A visão profética de Warhol aconteceu no final dos anos 60 e até hoje é sempre lembrada quando coisas assim aparecem nos meios de comunicação. Como acontece também com o BBB, as massas se deliciam, pois têm a sensação artificial de que estão fazendo parte dessa coisa; os artistas dão risadas, os intelectuais se irritam, os desinformados ficam abobados e completamente perdidos nas conversas; e assim o factóide rapidamente vai se espalhando como uma praga informacional.
Esse é o nosso mundo, realidade intensamente vivida por pessoas de todas as idades nas redes sociais da internet. Não vale a pena se irritar, espernear, xingar nem fazer discursos suspeitos de apologia da inteligência. Isso só vai demonstrar a nossa insegurança e incapacidade de lidar com o fenômeno; e de quebra vamos ser chamados pejorativamente de “dinossauros da Era do Texto Plano”, de uma época em que gastar papel e tinta era sinônimo de superioridade mental. As coisas não são mais como eram e vão piorar para quem ficar de boca aberta esperando trem bala passar. Muitos de nós, da Era Industrial do século passado, podemos nos pós-modernizar e nos adaptar à uma boa parte dessas mudanças. Isso não significa ficarmos “ultra moderninhos” e , da noite para o dia tentar fazer tudo aquilo que as gerações y e z estão fazendo com os pés nas costas.
Voltando ao assunto, agora Luiza está no Brasil e tenta prolongar o prazer da fama por mais quinze minutos, metaforicamente falando. Se conseguir, será uma proeza, pois tudo indica que cairá no ostracismo assim que surgirem outros fenômenos para combater o tédio social e a falta de perspectiva que todos estão vivendo. Se isso persistir, vai acontecer outra coisa interessante e que já ocorreu em outras épocas: vamos voltar ao passado, numa nova onda de nostalgia, para suprir essa insuportável convivência com o presente e a incapacidade de visualizar o futuro.
Que época antiga iremos cultivar? Os anos 80 e 90? Ou vamos voltar ao século 19, quando toda essa crise começou, enchendo as morgues de desencantados e suicidas?
Outra solução naquele tempo foram as guerras, cuja moda avançou no século 20, sacudindo com cem milhões de mortos o mundo tomado pela mesmice dos sistemas.
Uma dúvida cruel como essa só tem um remédio: ler um bom livro, nem que seja esse sobre o Steve Jobs.

Morgue de Paris em 1867: atração para o turismo de massa
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Ainda sobre as mortes prematuras

A propósito do assunto mortes prematuras, lemos e reproduzimos a notícia sobre a morte da menina paquistanesa que se tornou símbolo das obras sociais da Microsoft:
"Arifa Karim Randhawa, que ficou famosa quando se tornou com somente nove anos na pessoa mais jovem a obter um certificado profissional da Microsoft, morreu em um centro médico da cidade oriental de Lahore.
A menor, que segundo fontes hospitalares tinha 14 anos, sofreu um infarto no dia 22 de dezembro e os médicos se mostraram muito pessimistas com a previsão médica, embora a família ainda tivesse esperanças de que sobrevivesse.
"Estamos chorando sua perda mas era uma menina muito forte. Era um presente de Deus e agora ela voltou para Ele", disse ao "Express" um tio da menina prodígio, Ahsan Randhawa.
A especialista em informática será enterrada perto da cidade de Faisalabad, na província oriental de Punjab, da qual é originária.
Depois que Arifa conseguiu o diploma profissional da Microsoft, um assombrado Bill Gates a convidou para visitar a sede de sua companhia e tirar fotos com ele.
De família humilde, a menor, que obrigou seu pai a comprar-lhe um computador quando tinha apenas cinco anos, era uma inspiração para o Paquistão, um país com sérios problemas políticos, econômicos e de segurança, e seu caso despertou uma onda de solidariedade".
EFE/ IG
domingo, 15 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Semelhantes e semelhanças

O crack está literalmente quebrando as nossas fibras e pernas. É um caminho bem rápido e doloroso para o suicídio, no qual as vítimas têm poucas chances de atender aos chamados do instinto de conservação. Acabam, cedo ou tarde, se precipitando no abismo da morte trágica.
Como muitas outras instituições e grupos de ajuda, o Hospital Francisca Júlia – do Centro de Valorização da Vida, recebe constantemente alguns desses dependentes químicos, que para nós nada mais são do que pessoas portadoras de transtornos mentais. A maioria, mesmo passando pelo período de tratamento, por serem detentoras do livre arbítrio, fraqueja nas escolhas e cede ao desejo de voltar ao hábito vicioso. É uma decepção para todos: familiares, profissionais de saúde e principalmente eles mesmos. Quando isso acontece, a auto-estima desaparece quase que completamente dificultando qualquer tipo de dialogo e reflexão. Resta então confiar no tempo e numa remota esperança de reação.
A fotografia publicada na imprensa mostra a luta entre a lei e a transgressão, reflexo de uma medida governamental para limpar a área conhecida como Cracolândia, na capital paulista. Trata-se de um ponto de encontro para onde convergem dependentes químicos não só de São Paulo, mas também de cidades da região e até do litoral.
Seguindo a lei sociológica das minorias, esses dependentes se assemelham, se atraem, se agrupam e passam a criar as próprias regras de convívio e sobrevivência. Essa lei natural tem o poder de protegê-los pelo processo de adaptação. É uma cura provisória, para evitar a morte imediata. O poder público conhece essa lógica social e psíquica e toma as providências reconhecidamente paliativas, ou seja, não é garantia de que as coisas irão mudar. Juntamente com limpeza da área e a oferta de tratamento deveriam vir soluções de reinserção social, mais eficientes, porém muito onerosas.
Todos que ali estão, mesmo que afundados nessa realidade escravizadora, ainda possuem algum lampejo de dignidade e não somente a idéia fixa de satisfazer a fissura de consumo. São seres humanos que se tornaram “trapos ” e que desafiam a nossa dignidade enquanto espécie e gênero.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Médiuns holandeses ajudam prisioneiros a manter contato com Espíritos

Prisões holandesas estão usando médiuns para orientar criminosos presos, colocando-os em contato com seus parentes desencarnados.
Paul van Bree, médium clarividente, foi contratado pelos serviços prisionais holandeses para ensinar os presos "a amarem a si mesmos".
"Eu lhes digo que os parentes mortos estão indo bem e que eles os amam. O que lhes traz paz. Vi homens grandes e fortes em lágrimas", disse ele.
Van Bree, que também é astrólogo, afirma ser de uma tradição familiar de médiuns , incluindo sua mãe e avó.
O médium holandês declarou à revista De Tijd, que ele não é o único terapeuta psíquico que presta serviços para Ministério da Justiça holandês.
Ao falar como realiza seu curioso trabalho, ele explica que, conversando com os presos, e com os pais mortos dos prisioneiros, pode descobrir a chave dos problemas psicológicos para ajudar as autoridades prisionais a reabilitar os criminosos.
"Com a minha antena eu às vezes revelo informações tão importantes quanto as obtidas porum psicólogo ou um assistente social da prisão", disse. "Meu trabalho pode ser comparado aos cuidados de saúde mental no sentido mais amplo da palavra."
Justificando a adoção desse método nada ortodoxo, um porta-voz do Ministério da Justiça holandês, afirmou: "Isso não é algo que se encaixa em nosso campo de tratamento." Mas, por outro lado, o serviço de emprego holandês também lançou mão do médium usando "terapia de regressão" e cartas de tarô para ajudar os desempregados.
Anualmente, desde 2007, mais de 40 mil pessoas se inscrevem em "programas de desenvolvimento pessoal" financiados pelo Estado com base na espiritualidade.
Fonte: De Telegraaf, a partir da tradução de Carlos de Castro
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Júpter, Saturno e Marte

terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Humanos, animais e seus reinos

Uma telespectadora, que nos viu no Programa Fronteiras da Ciência, enviou essa dúvida sobre a convivência entre seres humanos e animais:
“Meu gato morreu atropelado e hoje faz sete dias. Gostaria de saber se eles têm alma e encarnam rapidamente; e se eles voltam a procurar seus donos”.
E respondemos:
Essa sua dúvida está respondida no Livro dos Espíritos, capítulo XI, de forma muito esclarecedora, por quem realmente sabe o que está falando. Você vai se surpreender com as respostas que tratam dos reinos da natureza e a nossa relação com os mesmos.
O aspecto que talvez nos caiba nessa questão é refletir que tipo de relação temos com os animais, que deve ser de carinho e respeito, sem ultrapassar os limites da razão e do bom senso. Não devemos nem podemos tratar os animais como se fossem humanos, porque realmente eles não são. Esperar deles atitudes e comportamentos, escolhas e decisões, relações de afetividade que vão além das regras da natureza não é amor , nem respeito. Nós , muitas vezes, atribuímos aos animais coisas que só os humanos podem fazer e perceber. Isto chama-se humanização dos animais. É o mesmo que animalizar os humanos. Um contra-senso que somente prejudica os animais e seres humanos. Foi nesse sentido que surgiu aquela ironia crítica sobre esse comportamento: "Troque seu cachorro por uma criança pobre!". Temos um cãozinho aqui em casa e nós o adoramos. Mas também o maltratamos quando esperamos dele um comportamento humano e até covardemente o deixamos constrangido quando exigimos isso dele.
Espero que você compreenda esse tema tão importante e que considere a reencarnação dos animais um assunto que não pode, nem deve ser humanizado. Deve, sim, ser compreendido como um fenômeno que regula o próprio reino no qual eles se encontram. O convívio que eles têm conosco não altera essa situação natural, como acontece em seres humanos, cujas ações e relações de escolhas geram reações de compromissos mútuos em novas existências.
Animais não estão nessa categoria natural e não podem ser responsabilizados por escolhas que eles não podem fazer.
Mais uma vez grato e parabéns pela sua coragem em questionar esse assunto, que para uns pode parecer um absurdo, mas é uma dúvida muito comum e sincera em quem convive com animais.
Abraços fraternos
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Edgard Armond por Jacques Conchon
domingo, 13 de novembro de 2011
Morrer e viver perigosamente

Aposentadoria após 36 mortes e 80 elogios
O mais polêmico oficial do batalhão de elite da PM vai para a reserva no dia 18
13 de novembro de 2011 | MARCELO GODOY - O Estado de S.Paulo
Ele sabe que tem sangue nas mãos. "Mas não tenho o sangue de nenhum inocente." A cada frase, o tenente-coronel Paulo Adriano Lopes Telhada cria uma polêmica. Há muito tempo ele é assim. O riso fácil, o carisma com a tropa e a mesma forma de cumprimentar: "A paz de Deus, irmão". O homem que tem 29 processos por homicídio - 36 mortes em ação - e 80 elogios em sua ficha se diz um soldado de Cristo.
Quando entrou para a polícia, em 1979, o jovem sabia que um dia poderia ser obrigado a usar sua arma. E matar. Procurou o ancião da Congregação Cristã do Brasil e contou sua preocupação. "A porta que Deus abre, ninguém fecha. E a porta que Ele fecha, ninguém abre." Trinta e três anos depois, o irmão Paulo - como é conhecido na igreja onde toca clarinete nos cultos - tem certeza de que a Palavra se concretizou.
Telhada deixou a Academia do Barro Branco na turma de 1983. Em sua memória, há muitas datas. Ele chegou à Rota em 23 de junho de 1986 depois que, em patrulhamento, sua equipe matou dois bandidos, prendeu outros dois e soltou 11 reféns na zona oeste de São Paulo. O batalhão tinha apenas três carros e convivia com uma falta crônica de oficiais - aqueles que tinham fama de matar bandido haviam sido transferidos durante o governo de Franco Montoro (1983-1987).
Bastou um dia para ele ir para a rua atrás de criminosos. Não demoraria para ficar conhecido. "Sou um para-raio. Tudo acontece comigo." É o que parece. Sua memória ainda se lembra do dia 30 de setembro de 1988, seu primeiro tiroteio na Rota. Um ladrão roubou um táxi. "Ele reagiu e morreu."
As histórias de Telhada são sempre assim. Por isso a Justiça decidiu arquivar 19 de seus casos e absolvê-lo nos demais. "Não mereço essa fama. Não sou pistoleiro." Os casos se sucederam. Foram sete em 1989, cinco em 1990. A fama aumentou. Seu nome aparecia nos jornais, como em 17 de agosto de 1990, quando um bandido acertou o seu braço esquerdo na zona norte. Nos dois anos seguintes, mais nove mortes.
À medida que sua fama crescia, a PM ganhava um problema: o que fazer com Telhada? Decidiram retirá-lo da Rota. Era 10 de abril de 1992. "Fui transferido 28 vezes." O oficial teve outras punições mais explícitas. Foi preso oito vezes por descumprir regulamento. "Não há policial de rua que nunca tenha sido preso." E colecionou elogios, promoções e medalhas - é o único oficial vivo a ter a Cruz de Mérito Pessoal de Ouro.
Ele já era capitão quando foi baleado pela segunda vez. O comandante da Rota conta que tudo ocorreu embaixo do Viaduto Pompeia, na zona oeste, onde deu de cara com um ladrão. "Não atirei. Não sabia se era um bandido ou se era um mendigo. Segurei o cano de sua arma e ele o da minha. Rolamos no chão." De repente, o disparo. "Acertou a minha mão. Ele se assustou e eu atirei quatro vezes." O homem morreu. Telhada quase perdeu o movimento da mão direita.
O tempo curou sua ferida antes da próxima data: 24 de janeiro de 1996, dia de uma experiência mística. Telhada e o soldado Gomes estavam na Avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste, quando o rádio da PM alertou sobre a fuga de quatro ladrões em um Kadett. "Subimos no canteiro central. Quando descemos, estávamos do lado deles." Um dos bandidos desceu e atirou. "Eu pensei: 'Ele não vai escapar'." Telhada correu. "Eu olhava para o lado e via o Gomes." O oficial acertou o ladrão e o levou para o Hospital das Clínicas.
"Quando cheguei, vi o Gomes baleado e perguntei: 'Quando isso ocorreu se você estava ao meu lado o tempo todo?' E ele me respondeu: 'Capitão, eu não dei um passo. Fui baleado quando saí do carro. Se o senhor me viu, não era eu. Era um anjo que estava do seu lado.' A Bíblia diz que o Senhor acampa seus anjos ao redor daquele que Ele ama. Naquele dia, um anjo do Senhor estava ao meu lado."
A PM decidiu afastá-lo das ruas. Na época, era obrigatório o tratamento psicológico para quem se envolvia em tiroteios. Ouviu então de um coronel: "Telhada, você é um homem perigoso. Onde você chega, a tropa fica ouriçada e começa a trabalhar." Foram anos difíceis. Quase foi expulso da PM em 2004, acusado de fazer bico como segurança do apresentador Gugu Liberato. "Sempre fiz bico, mas não sou ladrão nem vagabundo."
Era maio de 2009. Fazia 17 anos que o tenente-coronel, hoje com 50 anos, havia deixado a Rota. Sua fama não impediu que Antonio Ferreira Pinto, recém-empossado na Secretaria da Segurança Pública, fizesse sua mais arriscada aposta: pôr Telhada no comando da Rota. "Você pode elevar ou acabar com nosso comando. Depende de sua atitude", disse Ferreira Pinto. Nesses dois anos e meio, a Rota se transformou no principal instrumento de combate ao crime organizado no Estado. "Foi um grande acerto", conclui o secretário.
Atentado. Novas polêmicas surgiram, como as que cercam o atentado contra ele, em 2010 - bandidos dispararam 11 vezes e erraram -, e as denúncias de abuso na morte de seis ladrões de caixa eletrônico, em agosto. Mas ele se diz em paz. "Não convivo com fantasmas. Quem gosta de matar tem de se tratar. Tive ótimos policiais que acabaram vendo fantasmas, acabaram na sarjeta, na bebida."
Telhada vive os últimos dias no quartel do qual vai se despedir por força de lei no dia 18 - vai ser a última data da sua carreira. Antes, recebeu o filho, o tenente Rafael Telhada, de 25 anos, no batalhão - o jovem já esteve em dois tiroteios com morte. "Vou lançar um livro sobre a Rota e, talvez, entrar para a política", conta. E acrescenta: "Quem critica a polícia ou não a conhece ou tem medo de ser preso." Telhada sorri. Diz que vai sentir saudade. "Adoro isso aqui." /
COLABOROU WILLIAM CARDOSO
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
Noivos cadáveres
Casal segura foto-montagem do filho morto e com sua noiva, morta dois anos depois: alívio e certeza da união dos dois no Além. Clique na imagem e leia a reportagem.domingo, 25 de setembro de 2011
Escolas: o que vem por aí


• Professores que ensinem coisas para usar na vida, no mundo lá fora;
• Diretores amigos e mais próximos;
• Que a escola seja uma família e um lar para os alunos;
• Mais amizade, companheirismo e menos violência;
• Organização e limpeza;
• Eventos: festas, comemorações, exposições, festivais, bailes;
• Melhor qualidade na merenda;
• Bom ensino dos professores;
• Paciência com os alunos com dificuldades;
• Que eles mesmos mudem de comportamento e se tornem bons alunos;
• Que eles sofram cobranças por parte dos educadores;
• Justiça e rigor nas avaliações, incluindo reprovações;
• Faltas constantes dos professores ao trabalho;
• Mais disciplina e controle das suas próprias ações;
• Mais compreensão com o jeito de ser e a condição adolescente dos alunos.
Isso é um sinal evidente de que as coisas não estão indo bem nas escolas porque há uma grande defasagem entre o currículo tradicional e as necessidades dos alunos. Não se trata apenas de oferecer ciência e tecnologia nas aulas, mas também a oportunidade de mudança de pontos de vista, de rumos e destinos. Existem muitos problemas e obstáculos nas escolas que a tecnologia e a ciência não conseguem detectar e atingir. São questões humanas imprevisíveis, que não podem ser antecipadas nos planejamentos e nos planos e de aula. Muitos desses obstáculos aparecem camuflados nessas opiniões e expectativas que citamos. Como sempre fomos um setor conservador, sacralizado e dogmático, demoramos mais para reconhecer os nossos limites e que também deveríamos sacudir a poeira dos escombros e reinventar a escola. Essa reinvenção, enquanto as coisas não mudam definitivamente, significa também a adoção de novos pontos de vista, o abandono da arrogância e do orgulho, a mudança do olhar para outros enfoques. Como dizia Jesus, temos que “ser inteligentes como as serpentes, porém simples como as pombas”. É claro que esses novos olhares não representam a busca de soluções miraculosas e imediatistas. A escola somos nós e não o sistema escolar. Se não podemos mudar o sistema, podemos alterar a essência natural da escola, que são os nossos pontos de vista e os nossos sentimentos”.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
A primeira versão de O Profeta
A primeira versão da novela O Profeta, exibida pela TV Tupi no início da década de 1970 mostrou como a sociedade brasileira já era aberta e vivamente interessada pelo universo espírita. As primeiras experiências nesse sentido foram feitas em Belo Horizonte, na TV Itacolomi, com encenações teatrais televisionadas das obras de Emmanuel. Mas foi somente como o talento de Ivani, com roteiros adaptados para a teledramaturgia, que o assunto tomou forma, conteúdo e atingiu em cheio o grande público da televisão. Quem hoje se impressiona com a chegada dos temas espíritas no cinema brasileiro talvez nem se lembre que o impacto das novelas foi muito maior há 30 ou 40 anos e que o cinema só impressiona mais por causa da sua dimensão visual ampliada. A própria abordagem cinematográfica feita em Nosso Lar e principalmente em Chico Xavier possui a linguagem da teledramaturgia criada pelos autores e diretores de novelas, mais hábeis nas recriações de cenas e suas transposição do texto escrito para o universo áudio-visual. Foi por esse motivo que Daniel Filho não teve dúvida e nem se importou que seu filme parecesse um drama de TV. Foi proposital e a escolha do Pinga-Fogo como referência narrativa também fez parte dessa estratégia. Roteiro, direção e interpretação são essenciais para que essas temáticas tenham a autenticidade esperada pelo público. Se esses profissionais não tomarem o devido cuidado nas suas atuações artísticas e técnicas as cenas não causam a impressão poderiam causar, caso haja descuido nos conteúdos e tratamentos técnicos. Lembremos o caso do filme Sexto Sentido, cujos testes de qualidade só foram aprovados pelos produtores depois de cair nas mãos de um diretor familiarizado com essa temática espiritual. O mesmo aconteceu em Os Outros. As novelas brasileiras, mesmo não podendo contar com a sofisticação dos efeitos especiais dos filmes e séries americanas, sempre primaram pela abordagem autêntica dos textos espíritas originais, a única garantia de que as coisas seriam realmente compreendidas pelo público, tal qual foram concebidas nos livros. Ter uma Ivani Ribeiro, atores e diretores cuidadosos fazia e ainda faz a diferença.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Livros e médiuns
