
domingo, 25 de setembro de 2011
Escolas: o que vem por aí


• Professores que ensinem coisas para usar na vida, no mundo lá fora;
• Diretores amigos e mais próximos;
• Que a escola seja uma família e um lar para os alunos;
• Mais amizade, companheirismo e menos violência;
• Organização e limpeza;
• Eventos: festas, comemorações, exposições, festivais, bailes;
• Melhor qualidade na merenda;
• Bom ensino dos professores;
• Paciência com os alunos com dificuldades;
• Que eles mesmos mudem de comportamento e se tornem bons alunos;
• Que eles sofram cobranças por parte dos educadores;
• Justiça e rigor nas avaliações, incluindo reprovações;
• Faltas constantes dos professores ao trabalho;
• Mais disciplina e controle das suas próprias ações;
• Mais compreensão com o jeito de ser e a condição adolescente dos alunos.
Isso é um sinal evidente de que as coisas não estão indo bem nas escolas porque há uma grande defasagem entre o currículo tradicional e as necessidades dos alunos. Não se trata apenas de oferecer ciência e tecnologia nas aulas, mas também a oportunidade de mudança de pontos de vista, de rumos e destinos. Existem muitos problemas e obstáculos nas escolas que a tecnologia e a ciência não conseguem detectar e atingir. São questões humanas imprevisíveis, que não podem ser antecipadas nos planejamentos e nos planos e de aula. Muitos desses obstáculos aparecem camuflados nessas opiniões e expectativas que citamos. Como sempre fomos um setor conservador, sacralizado e dogmático, demoramos mais para reconhecer os nossos limites e que também deveríamos sacudir a poeira dos escombros e reinventar a escola. Essa reinvenção, enquanto as coisas não mudam definitivamente, significa também a adoção de novos pontos de vista, o abandono da arrogância e do orgulho, a mudança do olhar para outros enfoques. Como dizia Jesus, temos que “ser inteligentes como as serpentes, porém simples como as pombas”. É claro que esses novos olhares não representam a busca de soluções miraculosas e imediatistas. A escola somos nós e não o sistema escolar. Se não podemos mudar o sistema, podemos alterar a essência natural da escola, que são os nossos pontos de vista e os nossos sentimentos”.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
A primeira versão de O Profeta
A primeira versão da novela O Profeta, exibida pela TV Tupi no início da década de 1970 mostrou como a sociedade brasileira já era aberta e vivamente interessada pelo universo espírita. As primeiras experiências nesse sentido foram feitas em Belo Horizonte, na TV Itacolomi, com encenações teatrais televisionadas das obras de Emmanuel. Mas foi somente como o talento de Ivani, com roteiros adaptados para a teledramaturgia, que o assunto tomou forma, conteúdo e atingiu em cheio o grande público da televisão. Quem hoje se impressiona com a chegada dos temas espíritas no cinema brasileiro talvez nem se lembre que o impacto das novelas foi muito maior há 30 ou 40 anos e que o cinema só impressiona mais por causa da sua dimensão visual ampliada. A própria abordagem cinematográfica feita em Nosso Lar e principalmente em Chico Xavier possui a linguagem da teledramaturgia criada pelos autores e diretores de novelas, mais hábeis nas recriações de cenas e suas transposição do texto escrito para o universo áudio-visual. Foi por esse motivo que Daniel Filho não teve dúvida e nem se importou que seu filme parecesse um drama de TV. Foi proposital e a escolha do Pinga-Fogo como referência narrativa também fez parte dessa estratégia. Roteiro, direção e interpretação são essenciais para que essas temáticas tenham a autenticidade esperada pelo público. Se esses profissionais não tomarem o devido cuidado nas suas atuações artísticas e técnicas as cenas não causam a impressão poderiam causar, caso haja descuido nos conteúdos e tratamentos técnicos. Lembremos o caso do filme Sexto Sentido, cujos testes de qualidade só foram aprovados pelos produtores depois de cair nas mãos de um diretor familiarizado com essa temática espiritual. O mesmo aconteceu em Os Outros. As novelas brasileiras, mesmo não podendo contar com a sofisticação dos efeitos especiais dos filmes e séries americanas, sempre primaram pela abordagem autêntica dos textos espíritas originais, a única garantia de que as coisas seriam realmente compreendidas pelo público, tal qual foram concebidas nos livros. Ter uma Ivani Ribeiro, atores e diretores cuidadosos fazia e ainda faz a diferença.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Livros e médiuns

terça-feira, 23 de agosto de 2011
Alice Sebold

Há alguns meses comentamos o filme Um olhar do Paraísoe simplesmente esquecemos de falar da autora da obra que deu origem ao filme. Trata-se de Alice Sebold, novelista norte-americana que escreveu The Lovely Bones ( Um olhar do Paraíso ou Visto do Céu), cuja obra foi adaptada para o cinema pelas mãos do diretor Peter Jackson. Quando analisada pelo ótica espírita, essa história intrigante do assassinato de uma adolescente por um vizinho maníaco não fica apenas na técnica da narrativa literária. É um relato que sempre nos faz questionar que tipo de talento e percepção tem esses escritores ao desenvolverem tramas com tamanha realidade e profundidade espiritual. Alice é certamente uma dessas médiuns que, mesmo quando não são inspiradas por uma inteligência externa, têm a capacidade de sintonizar e captar histórias incríveis, que ligam estranhamente os mundos aparentemente opostos do espírito e da matéria. Coisas também aparentemente inexplicáveis se revelam, ainda que numa linguagem simbólica, e repercutem de forma confusa perturbadora nas mentes comuns, porém com significados claros e impressionantes nas mentes abertas para a vida além da física.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011
NOSSO LAR segue seu caminho

quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Ateus reclamam contra o preconceito

Danielle Nordi, iG São Paulo 29/07/2011
Punição
No Brasil, um país laico, a intolerância pode aparecer nas situações mais improváveis. A professora da Universidade Federal de Minas Gerais Vera Lucia Menezes de Oliveira e Paiva perdeu um filho de dois anos, atropelado. Diante do sofrimento da família no velório da criança, Vera escutou uma frase que a deixou bastante magoada. “Uma amiga me disse: ‘Quem sabe isso não aconteceu para você aprender a ter fé?’. Isso apenas reforçou minha convicção de que eu não queria acreditar em nenhum deus que pudesse levar o meu filho inocente”, revela.
Exagero
COMENTÁRIO DO BLOG
terça-feira, 31 de maio de 2011
Cinco dias sem Nora

Este fim-de-semana assistimos Cinco Dia sem Nora, filme intrigante da diretora mexicana Mariana Chenillo. Tratado pela crítica como humor negro, o filme é mais do que isso; é desconcertante porque trabalha com o delicado tema dos preconceitos, o preferido dos diretores de obras “Cult”. Aliás, assistimos no Telecine Cult, que agora não é tão chic e sim mais acessível à classe média brasileira, por enquanto. Dizia que era desconcertante porque trata de temas desagradáveis como morte, velório, enterro, adultério (esse é picante!), brigas de família e finalmente conflitos de religião. O protagonista é um judeu espanhol que perde a ex-mulher, também judia, e não consegue enterrá-la por vários motivos religiosos, entre eles a constatação de que a morte dela foi por suicídio. No judaísmo os suicidas e criminosos são enterrados em locais discriminados nos cemitérios israelitas e isso deu um tremendo quiprocó, entre muitos outros rolos que vale a pena conferir vendo o filme. O assunto não é absurdo e é só lembrar o caso brasileiro do jornalista da TV Cultura Wladimir Herzog, morto sob tortura durante a ditadura em 1976. Vlado, com o era conhecido, era judeu e a família não aceitava a versão de suicídio dada pelos responsáveis por sua morte e pelo seu corpo enquanto estava vivo (o Estado). Enfim, problemas para os generais e para o regime militar. No filme acontece a mesma coisa e a religião é o cerne da questão, com todos os seus preconceitos, sempre amenizados pela corrupção e pela simonia. Nos lembramos novamente do Reverendo anglicano Chad Varah, que teve que cavar com as próprias mãos nos arredores de Londres, na década de 1930, a sepultura de uma menina de apenas 14 anos que cometera suicídio ao achar que tinha contraído uma doença venérea. A partir desse fato, para Chad, sexo e suicídio deixaram de ser tabus religiosos e entraram na sua lista de prioridades sociais e debates na sua igreja. Disso resultou os Samaritanos, pai do CVV no Brasil. Chad contou essa história dentro do Centro Espírita Aprendizes do Evangelho, na rua Genebra em São Paulo em 1977. Ele viera ao Brasil incentivar as pessoas a trabalhar na prevenção do suicídio, incluindo os espíritas. Saiu do centro contente com a adesão de alguns freqüentadores e uma edição em francês do Evangelho Segundo o Espiritismo que a diretoria do Centro lhe deu de presente. Sua falta de preconceito conquistou amigos e ele voltou várias vezes ao Brasil para acompanhar o progresso desse trabalho.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Hawking e a morte

Hawking critica ideia de que há vida após a morte
LONDRES - O Estado de S.Paulo -17 de maio de 2011
O renomado físico britânico Stephen Hawking afirmou, em entrevista no jornal The Guardian, que a ideia de que há uma espécie de paraíso após a morte é um "conto de fadas de gente que tem medo do escuro".
Hawking voltou a afirmar seu rechaço às crenças religiosas. Ele defende que o ser humano não experimenta mais nada a partir do momento em que o cérebro deixa de funcionar.
O cientista também disse que a doença neurodegenerativa que o afeta, a esclerose lateral amiotrófica, fez com que ele passasse a aproveitar mais a vida, apesar das limitações que a enfermidade impõe. "Vivi com a perspectiva de uma morte prematura durante os últimos 49 anos. Não tenho medo de morrer, mas também não tenho pressa. Tenho muito a fazer antes disso."
O ex-catedrático da Universidade de Cambridge falou das pequenas flutuações quânticas que, no início do universo, motivaram a formação das galáxias. "A ciência prediz que diferentes tipos de universo serão criados do nada e de maneira espontânea", disse.
"Considero o cérebro um computador que deixará de funcionar quando seus componentes falharem. Não há paraíso ou vida depois da morte para computadores."
Comentário do Observador
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Ódio e resignação

Certa vez ouvimos uma história de que nos EUA estavam reencarnados a maioria os Espíritos de velhos líderes indígenas que durante longos anos na erraticidade alimentaram um ódio incontrolável contra aqueles que os humilharam e expulsaram de suas terras. No Brasil havia também uma influente legião de antigos líderes africanos com essa mesma característica. Esses Espíritos jamais esqueceram a profunda dor e revolta por terem deixado seus lares durante a conhecida Marcha das Lágrimas, movimento que deslocou as populações de índios para aldeias longínquas e isoladas da nova civilização que ali se instalava. Alguns suportaram, com humildade e resignação, como foi o caso do famoso Chefe de Seatle, autor de um dos mais comoventes documentos da história americana e contemporânea. Sua sabedoria repercutiu profundamente na consciência de sucessivas gerações, antecipando em muitas décadas os conceitos de diversidade e pluralidade cultural, auto-determinação dos povos e sustentabilidade que hoje cultivamos nos quatro cantos do planeta. Mas nem todos estavam com o coração aberto para fazer concessões dessa natureza. Muitos deles foram banidos inclusive das esferas espirituais da América para se juntarem às mentes perversas e vingativas que alimentam ódios de épocas muito remotas da Humanidade. Depois de uma longa fase de cultivo e preparo nas furnas obscuras das trevas, eles foram aos poucos retornando ao mundo da carne e também se aproximando silenciosamente da nação que os haviam expulsado. Muitos escolheram os lares pobres da Sicília, com quem tinham afinidades antigas contra os romanos, de onde partiam levas migratórias em direção às grandes cidades dos Estados Unidos, sobretudo Nova York e Chicago. Outros, ingressam ali através de imigrantes da Irlanda, onde também haviam grandes focos de afinidade e desejo de vingança contra as coletividades anglo-saxônicas, também reencarnadas. Segundo os relatos, esses Espíritos se manifestaram precocemente como os inimigos públicos dos EUA na pele de arqui-criminosos, exploradores dos vícios e ambições humanas, todos contra a justiça, o sistema tributário e financeiro da nação que se orgulhava de ser a mais rica do mundo. Nessa mesma época, por efeito da Grande de Depressão, centenas de famílias brancas, por força de execuções hipotecárias, amargavam a mesma dor dos indígenas quando foram expulsas de seus lares. Também foram forçados a se dirigirem, numa longa marcha regada a fome, poeira e incerteza , para as mesmas regiões para onde outrora haviam mandado os seus irmãos índígenas.
Pena que a voz o Chefe Seatle não tenha chegado a todos esses corações insensatos quando disse:
“Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra, pois ela é a mãe do homem vermelho”.

terça-feira, 26 de abril de 2011
Hume e a reencarnação

Mas a legenda que exalta o tricentenário de nascimento do grande pensador esqueceu-se de um importante detalhe, do qual o próprio filósofo certamente concordaria.Não se trata apenas de um marco do seu nascimento do corpo, mas principalmente do renascimento existencial permitido pela possibilidade da volta ao corpo. Hume não parou no tempo e no espaço daquele período no qual marcou muitas vidas ao seu redor e as gerações que o sucederam. Sobreviveu a esse limite da carne, nesta ou em outras das muitas moradas do universo.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Um olhar do Paraíso

sexta-feira, 8 de abril de 2011
Queremos saber

domingo, 3 de abril de 2011
Fala, Raimundão!

domingo, 27 de março de 2011
Socorro e preces aos que se matam
quarta-feira, 16 de março de 2011
Mito e mentira

Dédalo e Ícaro: mito sobre as verdades ocultas do livre arbítrio
Num curioso artigo escrito por José Chaves*, sobre questões religiosas e interpretações literais, lemos o seguinte parágrafo introdutório:
“A teologia dos cristãos primitivos era mitológica. As tradições religiosas e mitológicas dos países circunvizinhos da Palestina estão presentes no judaísmo, que os transmitiu para o cristianismo. Aliás, todos os primeiros cristãos, inclusive Jesus, eram judeus. Assim, muitos teólogos cristãos antigos colocaram em suas elucubrações teológicas ideias mitológicas. E é estranho que a teologia cristã do Terceiro Milênio ainda esteja mesclada de mitologia!”
Mais adiante o autor justifica esse raciocínio dando a sua definição de mito e mitologia:
“A palavra base da mitologia é mito, sinônimo de fábula e de mentira. Mitomania é mania de mentir. E a mitologia tornou-se importante nos trabalhos eruditos modernos como subsídio da ciência da história das religiões. Mas questões religiosas mitológicas não devem ser interpretadas literalmente. A própria Bíblia, que recebeu também influências mitológicas, tem muitos textos que não podem ser interpretados literalmente”.
Achamos que o artigo teve boa intenção, mas não foi feliz ao definir esses dois importantes conceitos, certamente com a intenção de justificar o título e os demais argumentos, aliás apresentados com muita riqueza de referências bíblicas.
No entanto, temos nós uma opinião bem diferente dessa abordagem da tradição aristotélica.
Mito significa metáfora, símbolo, mistério, enigma, ou seja, verdades ocultas que podem ser reveladas segundo a capacidade dos observadores e intérpretes. As parábolas de Jesus estão repletas de mitos educativos voltados para os dois aspectos da natureza humana: a mentalidade infantil e a mentalidade madura. A racionalização empregada na interpretação do mito transforma o mesmo em algo incompatível com esses modelos filosóficos lógico-racionais. Mas nem todas as coisas lógicas são verdadeiras. Evangelho, por exemplo, é mito ou leitura simbólica das nossas limitações íntimas. Portanto, Evangelho é ilógico e subjetivo. Deixa de ser mito quando é racionalizado e quando passamos a mentir para nós mesmos. Mitologia talvez seja mentira do estudioso do mito.
*José Reis Chavez. Questões religiosas não devem ser interpretadas literalmente. Publicado no Jornal OTEMPO em 14/03/2011 e no Blog de Espiritismo.
sábado, 12 de março de 2011
Quem somos nós?

sexta-feira, 11 de março de 2011
Alguém poderia explicar o que é Física Quântica?

Silêncio, gênios pensando: Max Planck conversa com Albert Einstein. Do que será que eles estão falando?
Uma entrevista do médium José Raul Teixeira declarando que a associação entre espiritismo e física quântica é “fanfarronice” empolgou muitos críticos espíritas. Teixeira não é apenas médium espírita, mas também é catedrático em física. Explicou porque os espíritas religiosos e místicos se entusiasmaram com essa idéia de que a nova física pode explicar o mundo espiritual e comprovar a existência do espírito. Assunto delicado e complexo, mesmo porque o próprio Teixeira deixou claro que muitos físicos não conhecem física quântica, dando a impressão de que se trata de um segmento obscuro e marginal no meio acadêmico.
Então a física mecanicista de Newton ainda vale como paradigma dominante? O universo é previsível e certo como exatidão matemática? Física quântica se opõe à física tradicional?
Realmente são coisas muito difíceis de entender, tanto que os próprios físicos se mostram cautelosos ao falar sobre o tema. Nós que somos leigos então, ficamos a ver navios nesse imenso oceano da ignorância e temos mais é que calar a boca. Será que ainda podemos ter dúvidas?
Alguém poderia explicar, à luz da física, o que significa esse trecho do famoso artigo de Carl Rogers?
(...) Os velhos padrões se desvaneceram. Isto nos inquieta e nos deixa incertos.
A busca por uma unidade material (moléculas, átomos, núcleos do átomo, inúmeras micro-partículas) do universo foi infrutífera. Ela não existia. As partículas eram padrões de energia oscilante. Toda nossa percepção da realidade se desvaneceu em irrealidade. Nosso mundo era diferente de qualquer coisa que tivéssemos imaginado. Não existe solidez nele.
A ciência – pedra angular da nossa era tecnológica- não é mais simplesmente um sistema linear de causa e efeito, mas é uma descrição maravilhosamente complexa do processo recíproco de causa e efeito através do qual o universo está criando a si próprio!
A realidade, como a temos conhecido – matéria, tempo e espaço – não existe mais de nenhuma forma fundamental. Estamos frente a uma realidade misteriosa de energias oscilantes que operam formas bizarras. É uma realidade de uma interconexão quase que mística , uma relação que participa cada entidade, tanto animada quanto inanimada. Como indicou um grande cientista, o universo não se parece mais com uma grande máquina. Assemelha-se a uma grande “idéia”.
Do que ele está falando? O que significam essas reflexões e todas essas pesquisas? Teria sido esse o motivo de Rogers ter, no final da vida, admitido a existência e a comunicação com os espíritos?
“As pesquisas de J.S. Bell –1964 a 1972 - sugeriram um universo interconectado em cada evento está em conexão com todos os outros.
Partículas gêmeas, com o mesmo spin, poderiam ser separadas. Se o spin de uma dessas partículas é alterado,o spin da outra muda instantaneamente. Como essa partícula “sabe” o que está acontecendo à sua partícula gêmea?
Existe no universo um misterioso e desconcertante vínculo de comunicação.
Nesse novo paradigma, matéria, tempo e espaço desaparecem como conceitos absolutos ou como conceitos significantes. Existem apenas oscilações. A solidez de nosso mundo desapareceu. O velho paradigma não serve mais.”
Sinceramente, estou perdido e preciso urgentemente entender todas essas coisas e principalmente compreender o que tudo isso tem a ver com o Espiritismo.
“(...) A ciência – pedra angular da nossa era tecnológica- não é mais simplesmente um sistema linear de causa e efeito, mas é uma descrição maravilhosamente complexa do processo recíproco de causa e efeito através do qual o universo está criando a si próprio!
Fritzjof Capra e Gary Zucav demonstram a convergência entre a física racional e teórica do ocidente e o esoterismo pragmático oriental”.
Por favor , alguém poderia explicar?
Puxa vida! E eu que estava tão empolgado...
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Vidas passadas ou reencarnação?

domingo, 20 de fevereiro de 2011
Chico Xavier na Sapucaí: olhai por nós

Um carro alegórico para homenagear Chico Xavier no carnaval da Sapucaí. A notícia corre na velocidade digital e mexe com os brios dos espíritas que acham que o Espiritismo é coisa sagrada, acima das torpezas humanas e intocável pelas paixões dos homens. Pedimos calma e bom senso. É só uma homenagem, mesmo que oportunista, como foram todos os títulos de cidadania que Chico Xavier recebeu nos estabelecimento políticos.
A sacralização de Chico Xavier e do Espiritismo não faz parte da doutrina espírita, mas do olhar dos espíritas religiosos que ainda vêem o mundo pela ótica maniqueísta. Chico Xavier foi um médium das massas. Se tivesse vivo reagiria com muita cautela e muita gratidão a esse reconhecimento numa festa mundana que é a cara e a alma do Brasil. Não me sinto ofendido ou desrespeitado por ver Chico Xavier e o Espiritismo encenados na passarela do samba. Pelo contrário, lutamos tanto para que a doutrina ficasse conhecida e hoje temos que lutar para que não seja deturpada. Não vamos perder a calma nem a compostura.
Em 1989 o carnavalesco Joãzinho Trinta foi proibido de usar a figura do Cristo num carro alegórico que falava de pobreza e miséria. A Igreja bateu o pé, acionou suas influências e o carro teve que ser refeito. E esta reinvenção despertou no artista censurado algo ainda mais profundo do que a mensagem original. O Cristo foi coberto com uma imensa lona plástica escura e percorreu o sambódromo exibindo uma frase ainda mais desconcertante para atingir os hipócritas e puristas: “Mesmo proibido, olhai por nós”.
Essa é a lição que devemos aprender quando alguém resolve falar de Espiritismo nos ambientes considerados profanos. Fiquemos serenos e confiantes. É só mais um carnaval.